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Jornalista com deficiência visual fotografa eclipse lunar em Sorocaba

ResumoAntonio Walter Barbero, jornalista de Sorocaba (SP) com deficiência visual, fotografou o eclipse lunar parcial de 2025 usando câmera digital adaptada. Barbero, de 45 anos, superou barreiras de acessibilidade para registrar o fenômeno astronômico. A captura exigiu técnicas de posicionamento e ajuste manual, demonstrando a viabilidade da fotografia para pessoas com baixa visão. O registro integra um projeto pessoal de inclusão pela imagem.

Jornalista de Sorocaba (SP) com deficiência visual fotografa eclipse lunar parcial. Antonio Walter Barbero, de 45 anos, conta como superou as dificuldades para registrar o fenômeno com câmera digital.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 28 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Jornalista com deficiência visual fotografa eclipse lunar em Sorocaba

Um jornalista de Sorocaba (SP) com deficiência visual conseguiu fotografar o eclipse lunar parcial que ocorreu entre a noite de quinta-feira (27) e a madrugada de sexta-feira (28). Antonio Walter Barbero, de 45 anos, conhecido como Teco, tem baixa visão e usou uma câmera digital com zoom óptico para registrar o fenômeno. Ele contou ao g1 como foi o processo e as dificuldades enfrentadas por causa da pouca visão.

"Para fotografar o eclipse não é tão fácil, principalmente para pessoas como eu que têm pouca visão. Quando eu olho para o céu numa noite clara, sem nuvem, enxergo somente a luminosidade e o clarão da Lua", explica. A declaração mostra o desafio de capturar um evento astronômico sem enxergar os detalhes do disco lunar.

Para a captura, Antonio utilizou uma câmera com zoom óptico. Ele explicou que foi necessário posicionar o equipamento de modo correto para que a imagem não desfocasse. "Colocar a câmera na posição ideal é muito", disse, sem completar a frase na entrevista.

A técnica exigiu paciência e tentativa. Ajustar o foco e o enquadramento sem ver a tela com nitidez é um obstáculo que ele superou com o uso do zoom e a orientação pela luminosidade da Lua. O resultado foi uma foto que registra o eclipse parcial, um momento raro que une superação e interesse pela astronomia.

Para famílias que convivem com a baixa visão, o caso mostra que a fotografia pode ser acessível com adaptações. A experiência de Teco reforça a importância de divulgar iniciativas que ampliam o acesso à cultura e à ciência para pessoas com deficiência. Quem quiser ver a imagem pode acessar o g1 Sorocaba e Jundiaí, que publicou o registro e a entrevista completa.

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