João Campos promete comissão para carreiras na UPE
O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), defendeu nesta terça-feira (1º) um novo ciclo de fortalecimento da UPE (Universidade de Pernambuco). Em diálogo em Santo Amaro, no Recife, ele apresentou propostas para a instituição, que incluem uma comissão para discutir carreiras e investimentos.
João afirmou enxergar a universidade como um "vetor central" para o desenvolvimento do Estado. Entre as medidas, ele citou o "Pé-de-Meião", proposta que prevê novos incentivos financeiros ligados à educação e à formação profissional, dividida em três modalidades: Pé-de-Meia Técnico, Pé-de-Meia Empreendedor e Pé-de-Meia Férias.
"Reforcei hoje também a proposta do Pé-de-Meia: três Pé-de-Meia em Pernambuco... Pra garantir as três parcelas que hoje o governo federal não paga do Pé-de-Meia, a gente vai pagar pelo Estado", afirmou. O Pé-de-Meia Técnico seria para quem cursar o ensino técnico subsequente, após o ensino médio. Já o Empreendedor prevê mentorias e bolsa para quem concluir a formação técnica e quiser empreender.
O candidato também prometeu fortalecer o PE no Campus, programa estadual de permanência no ensino superior. Defendeu ainda uma política de segurança alimentar para estudantes da UPE, com formato a ser discutido com alunos e trabalhadores, podendo incluir restaurantes em alguns locais e auxílio financeiro em outros.
Sobre a carreira docente, João afirmou que a UPE precisa ter carreira de professor titular, tratando o tema como prioridade. "Que seja inegociável... garantir que vai ter uma carreira de professor titular na Universidade de Pernambuco", disse.
Ele se comprometeu a instituir, no primeiro mês de governo, uma comissão com representantes da UPE e das secretarias estaduais de Fazenda, Administração e Planejamento, para construir um novo plano de cargos, carreiras e investimentos.
O candidato estabeleceu três prazos: planejamento nos 100 primeiros dias, validação até seis meses e implantação no primeiro ano. "Tem que ter um plano de voo que tenha quatro anos... nenhuma grande mudança estrutural você vai poder fazer pensando em um ano só", afirmou.