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Jaques Wagner diz que vai provar inocência no caso Master

ResumoJaques Wagner, senador pelo PT-BA, afirmou em 31 de julho ter certeza de que provará sua inocência nas investigações que relacionam seu nome ao Banco Master. O parlamentar declarou confiança na elucidação dos fatos, sem apresentar detalhes sobre a defesa. A declaração ocorre em meio a apurações sobre possíveis ligações entre o político e a instituição financeira.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse nesta sexta-feira (31/7) ter certeza de que vai provar sua inocência em meio às investigações que ligam seu nome ao Banco Master.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 31 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Jaques Wagner diz que vai provar inocência no caso Master

Jaques Wagner diz que vai provar inocência em investigação do caso Master

O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse nesta sexta-feira (31/7) ter certeza de que vai provar sua inocência em meio às investigações que ligam seu nome ao Banco Master. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Baiana FM.

Senador afirma que não pode comentar suspeitas por orientação jurídica

Wagner afirmou que não poderia dar declarações sobre as suspeitas por orientação dos advogados. O petista declarou que tem recebido apoio do presidente Lula e que estará com ele na convenção do PT-BA, marcada para este sábado (31/7).

"Vou só citar uma frase no texto do próprio André Mendonça [ministro do STF relator do caso] que diz: 'O inquérito serve até para afastar a culpa'. Eu tenho certeza que vou provar a minha inocência. O inquérito evidentemente demora um tempo. Eu agora estou focado na eleição", disse o senador.

Documentos da PF apontam 74 ligações entre senador e executivo do banco

Documentos da Polícia Federal indicam que o senador e o empresário Augusto Ferreira Lima, executivo ligado ao Banco Master, conversaram em ao menos 74 chamadas telefônicas ao longo de um ano e meio. Ocorridas entre 17 de novembro de 2023 e 25 de maio de 2025, elas somam cinco horas e trinta minutos de duração.

Além das ligações, os documentos apontam que o senador recebeu presentes, usou jatinhos e até articulou um encontro "discreto" em seu gabinete entre executivos do Banco Master e o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias.

Wagner compara caso a investigação de 2018 que foi arquivada

Wagner mencionou outra investigação de que foi alvo em 2018, também em ano eleitoral, quando foi candidato ao Senado Federal pela primeira vez. "Em 2018 teve o mesmo episódio. Na época era sobre Fonte Nova. Abriram inquérito, fizeram aquele barulho, e depois eu nem fui indiciado, não teve nem processo e foi arquivado", disse.

Wagner se refere à Operação Cartão Vermelho, deflagrada em fevereiro de 2018, que apurava o suposto pagamento de R$ 82 milhões das empreiteiras OAS e Odebrecht pelo superfaturamento do contrato de reconstrução e gestão do estádio. Posteriormente, a investigação foi anulada pela Justiça.

O que esperar daqui para frente

O senador diz estar focado na eleição enquanto o inquérito segue em andamento. Para quem acompanha a política baiana e nacional, o desenrolar do caso pode trazer desdobramentos nas próximas semanas. A convenção do PT-BA neste sábado deve ser um momento de demonstração de apoio a Wagner.

Perguntas Frequentes

O que Jaques Wagner disse sobre o caso Master?

Wagner afirmou ter certeza de que vai provar sua inocência e que não pode comentar as suspeitas por orientação dos advogados.

Quantas ligações foram registradas entre Wagner e o executivo do Banco Master?

Documentos da PF indicam ao menos 74 chamadas telefônicas entre o senador e Augusto Ferreira Lima entre novembro de 2023 e maio de 2025.

O que diz a Operação Cartão Vermelho citada por Wagner?

Foi uma investigação de 2018 sobre suposto pagamento de R$ 82 milhões das empreiteiras OAS e Odebrecht. A investigação foi anulada pela Justiça posteriormente.

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