Israel anuncia fechamento do consulado britânico em Jerusalém
Israel anunciou nesta terça-feira (8) o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental, em resposta aos planos de Reino Unido, França e Canadá de bloquear importações dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. A medida inclui proibição de entrada de Jeremy Corbyn e ou
Israel anunciou nesta terça-feira (8) o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental, em resposta aos planos de Reino Unido, França e Canadá de bloquear as importações provenientes dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. O chanceler israelense, Gideon Saar, afirmou que a medida britânica é "moralmente distorcida" e constitui "interferência flagrante" nos assuntos de um Estado soberano. O Reino Unido também deixará de participar da missão de coordenação liderada pelos EUA para Gaza, e alguns cidadãos britânicos, incluindo o ex-líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, serão proibidos de entrar em Israel.
O consulado britânico em Jerusalém Oriental é acreditado junto à Autoridade Palestina na Cisjordânia. Saar disse ter coordenado a resposta com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, acusando a Grã-Bretanha de interferir nas próximas eleições israelenses, previstas para o final de outubro. As medidas comerciais propostas pelos três países são as mais recentes de uma série de ações contra a política de assentamentos, ressaltando o crescente isolamento diplomático de Israel entre aliados tradicionais.
"Hoje marca mais um ponto de virada em nossa abordagem para proteger a solução de dois Estados", disseram o primeiro-ministro britânico Andy Burnham, o presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro canadense Mark Carney, em declaração conjunta. Eles prometeram levar o caso à Assembleia Geral da ONU ainda em setembro. O ministro britânico das Relações Exteriores, Ed Miliband, afirmou que o Reino Unido não podia mais apenas "denunciar" a injustiça, mas tinha que agir contra a expansão dos assentamentos.
A principal produção dos assentamentos da Cisjordânia é agrícola, com tâmaras, frutas cítricas, ervas e vinho, mas representa pequena fração das exportações de Israel. Isso torna as proibições comerciais em grande parte simbólicas, embora façam parte de esforços mais amplos para reforçar a solução de dois Estados. Israel anunciou planos para construir mil novas casas na Cisjordânia.
Miliband, que assumiu em julho, foi além ao afirmar que o Reino Unido acredita que ocorre "limpeza étnica" de palestinos em áreas da Cisjordânia. O foco das preocupações recentes é o projeto de assentamentos E1, perto de Jerusalém, que atravessaria terras reivindicadas pelos palestinos. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que sanções poderiam ser desestabilizadoras, e Washington não bloqueará as importações dos assentamentos.
O rabino-chefe do Reino Unido, Sir Ephraim Mirvis, chamou os planos de "um dia sombrio para os judeus britânicos", acusando o governo de "política de gestos". A França citou a "expansão frenética" dos assentamentos como razão para agir. Miliband disse que a nova legislação entra em vigor em seis a nove meses, e que sancionará imediatamente colonos extremistas, além de reimpor sanções econômicas ao Irã. política externa britânica assentamentos israelenses