Irmãos condenados por assassinato no Cariri da PB após 25 anos; réus foragidos
A Justiça condenou, nesta segunda-feira (20), os irmãos Eraldo Ventura da Silva e Edvando Ventura da Silva pelo assassinato de Maria Carloneide de Fátima Ventura, ocorrido em março de 1999, em Monteiro, no Cariri da Paraíba. Os réus seguem foragidos.
A Justiça da Paraíba condenou, nesta segunda-feira (20), os irmãos Eraldo Ventura da Silva e Edvando Ventura da Silva pelo assassinato de Maria Carloneide de Fátima Ventura, crime ocorrido em março de 1999, no município de Monteiro, no Cariri da Paraíba. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri de Monteiro, e os réus seguem foragidos, conforme o Ministério Público da Paraíba (MPPB).
Os irmãos Eraldo Ventura da Silva e Edvando Ventura da Silva foram condenados a 19 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato de Maria Carloneide de Fátima Ventura. O crime aconteceu em março de 1999, em Monteiro, no Cariri da Paraíba. Os jurados reconheceram duas qualificadoras: o uso de meio cruel e a impossibilidade de defesa da vítima.
Como o crime aconteceu
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), os dois homens foram até a casa da mãe de Maria Carloneide, que era esposa de Eraldo. De acordo com a acusação, Edvando teria segurado a vítima pelos braços enquanto Eraldo desferia mais de 20 golpes de faca contra ela. A ação teria acontecido na frente dos três filhos do casal, que eram menores de idade na época.
A vítima e o desfecho
Maria Carloneide de Fátima Ventura tinha 29 anos na época do crime. Após o ataque, ela foi socorrida e levada para o Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Julgamento e pena
O julgamento aconteceu no Tribunal do Júri de Monteiro, no Cariri da Paraíba. Os réus foram condenados a 19 anos de prisão, em regime inicialmente fechado. Os jurados reconheceram duas qualificadoras: o uso de meio cruel e a impossibilidade de defesa da vítima. Segundo o MPPB, os irmãos suspeitos do crime permanecem foragidos.
Impacto para a comunidade do Cariri
Para moradores de Monteiro e região do Cariri paraibano, o caso reacende a discussão sobre a lentidão da Justiça em crimes de grande violência. Mais de 25 anos após o assassinato, a condenação chegou, mas os réus seguem foragidos. A sensação de impunidade é um peso para famílias que esperam por justiça. O crime, ocorrido na frente dos filhos menores da vítima, deixa marcas profundas na comunidade. O caso serve de alerta sobre a importância de denúncias e do acompanhamento de processos criminais que podem levar décadas para serem concluídos.
O que fazer em casos de violência doméstica
Para quem vive situação de violência doméstica na Paraíba, a orientação é buscar ajuda imediatamente. A denúncia pode ser feita anonimamente pelo Disque 180, que atende em todo o país. Em Monteiro, a Delegacia da Mulher é o órgão responsável por registrar ocorrências. Organizações locais oferecem apoio psicológico e jurídico para mulheres em risco.
Perguntas Frequentes
Por que os réus foram condenados após mais de 25 anos?
O caso ficou sem solução por décadas até que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou a denúncia e o Tribunal do Júri de Monteiro realizou o julgamento nesta segunda-feira (20). A demora é comum em crimes complexos, mas a condenação mostra que a Justiça pode chegar, mesmo tardiamente.
Os irmãos condenados estão presos?
Não. Segundo o MPPB, os irmãos Eraldo Ventura da Silva e Edvando Ventura da Silva permanecem foragidos. A polícia faz buscas para cumprir a pena de 19 anos de prisão.
Onde o crime aconteceu?
O assassinato ocorreu em março de 1999, no município de Monteiro, no Cariri da Paraíba. A vítima foi atacada na casa da mãe dela.
Qual foi a pena aplicada?
Os réus foram condenados a 19 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, com duas qualificadoras: uso de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
Como denunciar casos de violência na Paraíba?
A denúncia pode ser feita pelo Disque 180, que é gratuito e anônimo, ou na Delegacia da Mulher de Monteiro. Organizações locais oferecem apoio psicológico e jurídico.
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