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Irã acusa EUA e Israel de pressionar AIEA por inspeções

ResumoIrã acusou os Estados Unidos e Israel de pressionarem a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a inspecionar instalações nucleares danificadas pela guerra. O chefe da agência nuclear iraniana, Mohammad Eslami, declarou que o país permanece em situação de guerra, conforme noticiado pela mídia estatal. A acusação ocorre em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O Irã acusou nesta quarta-feira (26) os EUA e Israel de pressionarem a AIEA a inspecionar instalações nucleares danificadas pela guerra, segundo a mídia estatal. O chefe da agência nuclear iraniana, Mohammad Eslami, afirmou que o país segue em 'situação de guerra'.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 26 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Irã acusa EUA e Israel de pressionar AIEA por inspeções

O Irã acusou os Estados Unidos e Israel de pressionarem a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a inspecionar instalações nucleares iranianas danificadas pela guerra. A declaração foi feita nesta quarta-feira (26) pelo chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, conforme a mídia estatal.

"Num momento em que a AIEA não possui tal protocolo e também não está adotando uma posição a respeito, são apenas os Estados Unidos e Israel que estão exercendo pressão para que a Agência vá aos locais danificados e os inspecione", disse Eslami. "A razão para essa pressão é que eles querem ver o que aconteceu com essas instalações como resultado das operações militares que realizaram."

Eslami afirmou que o Irã permanece em uma "situação de guerra" e que as instalações nucleares danificadas ainda não foram preparadas para inspeções. Ele argumentou que os locais afetados por ataques militares estão sujeitos à legislação aprovada pelo parlamento iraniano e que a AIEA carece de um protocolo claro que regule inspeções em áreas que sofreram ataques.

A acusação ocorre em um momento de tensão regional, com o histórico de confrontos entre o Irã e seus adversários. A AIEA, por sua vez, não se manifestou oficialmente sobre a pressão relatada, e a posição do órgão da ONU segue como ponto central do impasse. Para quem acompanha a política de segurança internacional, o caso mostra como a diplomacia nuclear é atravessada por interesses militares, e o desfecho pode influenciar futuras negociações sobre o programa nuclear iraniano conflito no Oriente Médio.

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