Integrante do PCC é morto em operação da PF contra esquema bilionário
Um integrante do PCC, identificado como Rildo dos Reis Cerqueira, conhecido como 'R7', foi morto durante a Operação Commodity da Polícia Federal contra um esquema bilionário de tráfico de drogas ligado à facção paulista e ao Comando Vermelho.
Integrante do PCC é morto em operação da PF contra esquema bilionário
Um integrante do PCC, identificado como Rildo dos Reis Cerqueira, conhecido como "R7", foi morto durante a Operação Commodity da Polícia Federal contra um esquema bilionário de tráfico de drogas ligado à facção paulista e ao Comando Vermelho. A PF faz uma grande operação contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas, com 13 mandados de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.
Como ocorreu a morte do integrante do PCC
De acordo com a PF, Rildo dos Reis Cerqueira teria resistido à prisão durante cumprimento de mandado em Igaratá, interior de São Paulo, e reagido com disparos de arma de fogo na direção dos policiais. Após troca de tiros, o homem foi atingido e recebeu os primeiros socorros, mas não resistiu e veio a óbito no local. Nenhum policial ficou ferido na ocorrência.
O esquema bilionário de tráfico e lavagem
A organização criminosa, que teria ligação com as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho, teria enviado cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diversos países da Europa desde 2021. A CNN Brasil apurou que o grupo alvo tinha vínculos operacionais com as duas facções.
Rede logística internacional
As investigações apontam que o grupo tinha uma rede logística complexa com ramificações na América do Sul, Europa e Ásia, focada na exportação marítima de cocaína para o continente europeu. Como forma de ocultar as drogas em contêineres e burlar a fiscalização alfandegária, os investigados usavam como método a camuflagem da droga em sacos de café, cimento e argamassa, além da adulteração química de substâncias. Um exemplo seria a cocaína diluída em garrafas de refrigerante.
Macroestrutura financeira de ocultação
O grupo criminoso movimentou valores bilionários por meio de uma macroestrutura financeira de ocultação patrimonial. O esquema funcionava com vários tipos de lavagem de dinheiro, incluindo empresas "noteiras" e de fachada, "cripto-doleiros", bens de luxo e imóveis de alto padrão.
Medidas judiciais e bloqueio de bens
Além dos mandados de prisão e busca, a Justiça também determinou o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, além do sequestro de ativos e bloqueio de bens até o limite de R$ 1 bilhão, em desfavor de pessoas físicas e jurídicas investigadas. Até o momento, nove pessoas foram presas na operação.
Quem são os investigados e possíveis crimes
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações.
Perguntas Frequentes
Quantas pessoas foram presas na Operação Commodity?
Até o momento, nove pessoas foram presas na operação.
O que é a Operação Commodity?
É uma operação da Polícia Federal contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas, ligado ao PCC e ao Comando Vermelho.
Quanto de cocaína o grupo teria enviado para a Europa?
Desde 2021, a organização enviou cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diversos países da Europa.
Como as drogas eram ocultadas nos contêineres?
Os investigados usavam camuflagem em sacos de café, cimento e argamassa, além de adulteração química, como cocaína diluída em garrafas de refrigerante.
Qual o valor bloqueado pela Justiça?
A Justiça determinou o sequestro de ativos e bloqueio de bens até o limite de R$ 1 bilhão.
Onde os mandados estão sendo cumpridos?
Os mandados são cumpridos em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.