Influenciadora é presa pelo golpe do 'Boa noite, Cinderela'; vítimas eram escolhidas em apps de relacionamento
Uma influenciadora digital foi presa em Belo Horizonte suspeita de integrar quadrilha que aplicava o golpe do 'Boa noite, Cinderela'. As vítimas eram selecionadas em aplicativos de relacionamento, dopadas e roubadas. Polícia Civil de Minas Gerais investiga outros casos.
Influenciadora é presa pelo golpe do 'Boa noite, Cinderela'; vítimas eram escolhidas em apps de relacionamento
Uma influenciadora digital foi presa em Belo Horizonte suspeita de integrar uma quadrilha que aplicava o golpe do 'Boa noite, Cinderela'. As vítimas eram selecionadas em aplicativos de relacionamento, dopadas e roubadas. Polícia Civil de Minas Gerais investiga outros casos.
Uma influenciadora digital foi presa em Belo Horizonte sob suspeita de integrar um grupo que aplicava o golpe do 'Boa noite, Cinderela'. As vítimas eram escolhidas em aplicativos de relacionamento, dopadas com substâncias como benzodiazepínicos e, em seguida, roubadas. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais, que investiga outros casos semelhantes.
Como funcionava o golpe do 'Boa noite, Cinderela'
A quadrilha usava perfis falsos em aplicativos de relacionamento para atrair vítimas. Após marcar um encontro presencial, a influenciadora ou outro membro do grupo oferecia uma bebida à vítima. Nela, era dissolvido um medicamento de ação sedativa, como benzodiazepínicos, que causam sonolência e amnésia temporária.
Com a vítima desacordada, os suspeitos subtraíam pertences como celulares, cartões de crédito e dinheiro. Em alguns casos, realizavam transferências bancárias via Pix antes que a vítima acordasse. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que, até o momento, foram identificadas pelo menos oito vítimas.
Quem é a influenciadora presa
A suspeita, de 27 anos, mantinha perfis em redes sociais com milhares de seguidores e promovia conteúdo de estilo de vida e viagens. Segundo a Polícia Civil, ela usava a própria imagem para dar credibilidade aos encontros. A prisão ocorreu em um condomínio de luxo na região centro-sul de Belo Horizonte.
A defesa da influenciadora ainda não se manifestou publicamente. O nome dela não foi divulgado pela polícia para não prejudicar as investigações.
O papel dos aplicativos de relacionamento no golpe
Os aplicativos de relacionamento, como Tinder e Bumble, foram usados como ferramenta de seleção de vítimas. A quadrilha criava perfis com fotos atrativas e biografias convincentes para atrair pessoas em busca de encontros casuais.
Em Minas, o uso desse tipo de plataforma para crimes patrimoniais tem crescido. Dados da Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais indicam que, no primeiro semestre de 2026, os registros de roubos seguidos de uso de substâncias sedativas aumentaram 12% em relação ao mesmo período de 2025.
O que diz a Polícia Civil de Minas Gerais
A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia Especializada de Combate a Crimes Patrimoniais, informou que a investigação começou após uma vítima registrar boletim de ocorrência em maio de 2026. O delegado responsável, em entrevista coletiva, afirmou que a quadrilha agia de forma organizada e que novas prisões não estão descartadas.
"Identificamos um padrão: os encontros eram sempre em bares ou restaurantes da região da Savassi, em Belo Horizonte. As vítimas eram dopadas e acordavam horas depois, sem lembrar do ocorrido", disse o delegado. A polícia apreendeu celulares, comprimidos e anotações que indicam a participação de pelo menos mais três pessoas.
Impacto orçamentário e custo para o estado
Em Minas, decisão grande nasce no miúdo. O custo de uma investigação como essa, que envolve perícia química, análise de dados de celulares e diligências, é estimado em cerca de R$ 150 mil, segundo fontes da Secretaria de Segurança Pública. Esse valor inclui horas extras de policiais, exames toxicológicos e deslocamentos.
Para o orçamento estadual, cada prisão desse tipo representa uma economia potencial: um único golpista pode causar prejuízos de até R$ 50 mil por vítima, entre valores roubados e danos emocionais. A prevenção, com campanhas de conscientização em aplicativos, custa menos de R$ 20 mil por mês.
Como se proteger do golpe do 'Boa noite, Cinderela'
- Nunca aceite bebidas de estranhos em encontros marcados por aplicativos.
- Prefira locais movimentados e conhecidos para o primeiro encontro.
- Avise um amigo ou familiar sobre o local e horário do encontro.
- Desconfie de perfis com fotos muito editadas ou que insistem em encontros rápidos.
- Em caso de suspeita, saia do local imediatamente e procure a polícia.
Perguntas Frequentes
O que é o golpe do 'Boa noite, Cinderela'?
É um crime em que a vítima é dopada com substâncias sedativas, geralmente em bebidas, e tem seus pertences roubados. O nome faz referência ao conto de fadas, pois a vítima "adormece" e acorda sem os objetos.
Como a influenciadora foi presa?
A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu mandado de prisão temporária após investigação que durou dois meses. A suspeita foi localizada em um condomínio em Belo Horizonte.
Quais são as penas para esse crime?
O crime de roubo mediante fraude, com uso de substância sedativa, pode resultar em pena de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa. Se houver lesão corporal grave, a pena pode aumentar.
Os aplicativos de relacionamento são responsáveis?
As plataformas têm políticas de segurança, mas não são responsabilizadas criminalmente. A polícia recomenda que os usuários denunciem perfis suspeitos e sigam medidas de proteção.
O que fazer se fui vítima?
Registre boletim de ocorrência imediatamente, procure atendimento médico para exames toxicológicos e evite mexer no local do crime. A polícia pode rastrear transações bancárias e celulares.