Impeachment de Moraes: aliados de Alcolumbre devem deixar caso com STF
Aliados de Davi Alcolumbre (União-AP) avaliam que ele não deve dar andamento aos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes, do STF, e deve aguardar definição do próprio Supremo sobre o caso.
Aliados próximos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avaliam que ele não deve dar andamento aos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes, ministro do STF implicado em ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A tendência, segundo apuração da analista de Política da CNN Jussara Soares ao CNN Prime Time, é que Alcolumbre aguarde uma definição do próprio Supremo para o caso.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) chegou a ameaçar pedir o afastamento de Alcolumbre caso os novos processos de impeachment contra Alexandre de Moraes não fossem abertos. Apesar da pressão crescente da oposição, que deve explorar o tema no período eleitoral, não há indicativo de providência no curto prazo.
"Segundo eu pude apurar, na avaliação de aliados de Davi Alcolumbre, a tendência é ele deixar que o Supremo Tribunal Federal resolva isso", afirmou Jussara Soares. A analista acrescentou que Alcolumbre deve "segurar a pressão aguardando os desdobramentos no STF".
De acordo com a apuração, André Mendonça deve liberar para a pauta o caso sobre a relação entre Moraes e Vorcaro na próxima semana. A expectativa é que o plenário do STF analise o assunto, com debate em torno da validade das provas e do relatório da Polícia Federal. O sigilo desse relatório foi retirado pelo próprio Mendonça, relator do caso, o que gerou novo atrito entre os dois ministros.
Jussara Soares destacou ainda a proximidade entre Alcolumbre e Moraes, fator levado em conta pela oposição. Nos últimos dias, foi noticiado que Moraes recebeu em sua residência Alcolumbre e Luiz Inácio Lula da Silva. "Há uma relação muito próxima entre eles", ressaltou a analista, indicando que esse vínculo deve ser explorado pela oposição nos próximos meses.
Para quem acompanha o cenário político, o recado é claro: a bola está com o STF, e o Senado, por ora, observa. andamento de impeachment no Senado