Imóveis em BH: bairros campeões de vendas em 2026
Buritis, Castelo e Estoril lideram as vendas de imóveis em Belo Horizonte no primeiro semestre de 2026. Os três bairros somaram 521, 286 e 261 transações, respectivamente, segundo dados do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) mapeados pela Loft. No total, a capital mineira registrou 12.019 transferências em 254 bairros no período, alta de 4,1% frente às 11.542 do primeiro semestre de 2025. O tíquete médio também subiu, de R$ 592 mil para R$ 622 mil.
Buritis lidera com folga, com tíquete médio de R$ 803.563. Castelo aparece em segundo, com preço médio de R$ 646.373, e Estoril completa o pódio com R$ 578.660. A lista dos dez mais vendidos mistura perfis distintos: Santo Antônio (R$ 879.930), Xodó Marize (R$ 259.176), Sagrada Família (R$ 542.987), Ouro Preto (R$ 591.516), Gutierrez (R$ 1.113.020), Lourdes (R$ 1.651.274) e Santa Amélia (R$ 502.602).
Entre os bairros com ao menos 100 transações, Estoril teve o maior crescimento: 133%, saltando de 112 para 261 vendas. Santa Mônica (+53,4%) e Ouro Preto (+50,7%) vêm na sequência. O ranking mostra a diversidade do mercado, com São João Batista (R$ 271 mil) e Camargos (R$ 275 mil) crescendo ao lado de locais de padrão alto, como Gutierrez (R$ 1,11 milhão) e Prado (R$ 992 mil).
No quesito preço, Lourdes lidera com o metro quadrado a R$ 8.348, seguido por Savassi (R$ 8.305) e Santo Agostinho (R$ 8.008). Os dez bairros mais caros se concentram na região Centro-Sul. Fábio Takahashi, gerente de Dados da Loft, observa que Gutierrez e Estoril aparecem ao mesmo tempo nos rankings de crescimento e de maior valorização. "Eles combinam aquecimento da demanda e alto padrão de preço no período", explica. Para quem busca imóvel na capital, a tendência é de manutenção do ritmo, com bairros de perfis variados puxando as vendas.