# Homem em situação de rua morre em BH após espancamento

> O homem em situação de rua, vítima de espancamento em frente a uma padaria no Bairro Barro Preto, em Belo Horizonte, morreu na tarde de sexta-feira (31/7). O suspeito, de 18 anos, fugiu após o ataque. Imagens de câmeras de segurança contradizem a versão inicial apresentada pelo pai do agressor. A Polícia Civil investiga o caso.

*Portal Notícias MG · Cidade · 02 de agosto de 2026 · Inácio Bicalho*

Um homem em situação de rua morreu após ser espancado em frente a uma padaria no Bairro Barro Preto, em BH, na tarde de sexta-feira (31/7). O suspeito, de 18 anos, fugiu. As câmeras contradizem a versão inicial do pai dele.

## Homem em situação de rua morre em BH depois de ser espancado

Um homem em situação de rua, de idade não identificada, morreu depois de ser espancado em frente a uma padaria no Bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde dessa sexta-feira (31/7). O suspeito, de 18 anos, fugiu depois de bater na vítima e não foi localizado até o fechamento da ocorrência. A Polícia Civil (PC) investiga o caso como homicídio.

**Resposta direta:** O caso ocorreu em frente a uma padaria no Barro Preto, em BH. A PM foi acionada por médicos do Samu, que constataram a morte no local. Vídeos de câmeras de segurança flagraram o suspeito dando socos na cabeça e nuca da vítima. O jovem fugiu e segue foragido.

## O que diz a Polícia Militar

De acordo com a Polícia Militar (PM), o pai do suspeito disse que, após ser ameaçado, o filho empurrou o morador de rua, que caiu e bateu a cabeça no chão. No entanto, vídeos de câmeras de segurança flagraram o momento em que o homem dá socos contra a cabeça e nuca da vítima. O caso é investigado pela Polícia Civil (PC) como homicídio.

Conforme o boletim de ocorrência, a PM foi acionada por médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constataram a morte no local. Os profissionais da saúde relataram que a causa da morte não aparentava ser natural, mas sim por trauma.

## A versão do pai do suspeito

O dono da padaria em frente ao local onde o corpo foi encontrado alegou que estava trabalhando no segundo andar do estabelecimento quando foi surpreendido pelo filho dele, suspeito de cometer o crime, que estava bastante assustado. O jovem confessou ao pai que foi ameaçado de morte pela vítima e que pediu a ela para se retirar, mas o empurrou quando ela se recusou.

De acordo com o relato do pai do suspeito, o homem em situação de rua se desequilibrou, caiu e bateu a cabeça. Ele contou aos policiais que foi até uma clínica médica próxima para pedir socorro e, em seguida, chamou o Samu. O pai do suspeito disse, ainda, que o filho fugiu por estar bastante assustado e por ter pouca idade, mas que não sabia para onde o rapaz poderia ter ido.

## O que mostram as câmeras de segurança

Logo após coletar o relato do dono do estabelecimento, a PM viu as imagens de câmera de segurança que contradiz a versão dada pelo comerciante. Segundo a ocorrência policial, nas imagens foi possível ver a vítima se apoiar em um carro, que estava estacionado, e só depois caiu no chão.

Ainda de acordo com a testemunha, a vítima aparecia constantemente na padaria e os ameaçava de morte, além de afirmar que assaltaria a loja, o que foi confirmado por outro funcionário do estabelecimento presente no momento da agressão. O funcionário contou aos policiais que o homem em situação de rua pediu um cigarro a ele, mas o direcionou ao filho do dono, pois não tinha autonomia para dar o item a ele.

## O relato do funcionário

Conforme o relato do trabalhador, os dois envolvidos começaram a discutir em determinado momento e a vítima afirmou que iria matar o suspeito, além de dizer que iria defecar em frente ao comércio. O funcionário relatou aos policiais que o suspeito pediu ao homem para sair do local e, diante da recusa, o empurrou para fora do estabelecimento.

Esse caso traz à tona uma realidade que quem vive no interior também conhece de perto: a violência urbana não escolhe bairro nem classe, e a população em situação de rua fica ainda mais exposta. A apuração da Polícia Civil vai determinar se a versão do pai se sustenta diante das imagens.

## O que esperar da investigação

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio. O suspeito segue foragido. A comunidade do Barro Preto, que convive com o comércio local e a circulação de pessoas em situação de rua, aguarda respostas. A esperança é que as imagens e os depoimentos ajudem a esclarecer a dinâmica do crime e que o responsável seja responsabilizado.

Enquanto isso, fica a reflexão sobre como a violência se manifesta em situações de conflito cotidiano, e como a palavra de quem está na rua, muitas vezes, é tratada com menos peso do que a de quem tem um comércio. A Justiça precisa ouvir todos os lados, mas os vídeos, nesse caso, falam por si.

## Perguntas Frequentes

### Onde aconteceu o espancamento?

Em frente a uma padaria no Bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

### Quem acionou a polícia?

Médicos do Samu, que constataram a morte no local.

### O suspeito foi preso?

Não. O jovem de 18 anos fugiu e não foi localizado até o fechamento da ocorrência.

### O que a polícia encontrou nas câmeras?

As imagens mostram a vítima se apoiando em um carro antes de cair, o que contradiz a versão do pai do suspeito.

### Como o caso é investigado?

A Polícia Civil trata o caso como homicídio.

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