Homem é preso por matar colega que comeu sua marmita
Um homem de 29 anos foi preso em flagrante após matar um colega de trabalho a facadas em um alojamento em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. O desentendimento começou quando a vítima comeu um pedaço de carne da marmita do suspeito.
Um homem de 29 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PMMG) após matar um colega de trabalho a facadas em um alojamento de trabalhadores sazonais em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. O crime aconteceu na noite do último domingo (6/9) e a vítima, um homem de 37 anos, morreu no hospital. O desentendimento começou quando a vítima comeu um pedaço de carne da marmita do suspeito durante o jantar.
Segundo a PM, a ocorrência foi registrada por volta das 22h14. No imóvel, costumam permanecer ao menos 14 trabalhadores, mas apenas nove estavam presentes no momento do crime. Quando os militares chegaram, alguns trabalhadores já mantinham o suspeito contido, enquanto outros haviam levado a vítima para atendimento médico no pronto-socorro do Hospital Regional Antônio Dias. Apesar dos esforços da equipe médica, o homem não resistiu.
Uma testemunha, de 21 anos, relatou que vítima e suspeito passaram o dia consumindo bebidas alcoólicas. Durante o jantar, na área da residência, os dois começaram a discutir após a vítima retirar um pedaço de carne da marmita do suspeito e fazer uma brincadeira com ele. Em seguida, o homem de 29 anos pegou uma faca e atingiu o colega com diversos golpes, segundo o relato.
Os demais trabalhadores intervieram para conter as agressões. Enquanto parte do grupo segurava o suspeito, outros prestaram socorro à vítima e a levaram ao hospital. O suspeito também apresentava ferimentos na cabeça, aparentemente causados durante a contenção, e foi levado para atendimento médico. Após receber alta, ele foi conduzido pela PM à delegacia.
Uma faca do tipo punhal, com aproximadamente 15 centímetros de lâmina, foi apreendida. Segundo a PM, o objeto teria sido usado no crime. A perícia da Polícia Civil esteve no imóvel para os trabalhos necessários e, depois dos procedimentos, o local foi liberado.
Questionado sobre a motivação, o suspeito afirmou apenas que não aceitaria "desaforo" e não deu outros esclarecimentos. Ele foi encaminhado ao Presídio Sebastião Satiro, onde permanece à disposição da Justiça. crimes em alojamentos de trabalhadores segurança em ambientes de trabalho