Homem que matou a ex a facadas tinha histórico de violência contra mulher; veja quem é ele
O homem que matou a ex-companheira a facadas em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já tinha passagem por violência doméstica contra a mesma vítima. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso como feminicídio, crime que, em 2025, teve alta de 12% no estado
Homem que matou a ex a facadas tinha histórico de violência contra mulher; veja quem é ele
O homem que matou a ex-companheira a facadas em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já tinha passagem por violência doméstica contra a mesma vítima. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso como feminicídio, crime que, em 2025, teve alta de 12% no estado em relação ao ano anterior. O suspeito, de 34 anos, foi preso em flagrante.
O homem que matou a ex-companheira a facadas em Contagem, na Grande BH, é um pedreiro de 34 anos, identificado como Carlos Eduardo de Souza. Ele já tinha sido denunciado por agressão contra a mesma vítima em 2024, mas respondeu ao processo em liberdade. A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que havia medida protetiva vigente.
Quem é o suspeito do feminicídio em Contagem
Carlos Eduardo de Souza, 34 anos, natural de Contagem, trabalhava como pedreiro autônomo. Vizinhos o descrevem como reservado, mas com histórico de brigas com a ex-companheira, identificada como Juliana Alves, 29 anos. O crime ocorreu na noite de 12 de junho de 2026, no bairro Nova Contagem, segundo a Polícia Militar.
Histórico de violência registrado
Em agosto de 2024, a vítima registrou boletim de ocorrência por agressão física. O caso foi encaminhado ao Juizado de Violência Doméstica de Contagem, que concedeu medida protetiva de urgência. Souza foi denunciado por lesão corporal, mas respondeu em liberdade. Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais indicam que, em 2025, 40% dos feminicídios no estado foram cometidos por homens com histórico de violência registrado.
Cronologia da violência: o que se sabe até agora
A Polícia Civil montou uma linha do tempo com base em depoimentos e registros:
- Agosto de 2024, Juliana Alves registra BO por agressão. Medida protetiva é concedida.
- Setembro de 2024, Souza é denunciado, mas solto por falta de pedido de prisão preventiva.
- Junho de 2026, Crime ocorre. Souza invade a casa da ex, a ataca com faca e foge. Preso horas depois.
A medida protetiva estava vigente, mas, segundo especialistas, a fiscalização é falha. O Conselho Nacional de Justiça aponta que, em 2025, 60% das medidas protetivas em Minas Gerais não tinham monitoramento eletrônico (CNJ, Relatório de Violência Doméstica, 2025).
Por que o histórico de violência não impediu o crime?
A pergunta que ronda o caso é: por que um homem com histórico de agressão e medida protetiva ativa não foi preso antes? A resposta está na lacuna entre a denúncia e a prisão. A legislação brasileira permite que o agressor responda em liberdade até que haja flagrante ou decisão judicial. No caso de Souza, a denúncia de 2024 não resultou em prisão preventiva.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2025, 35% dos feminicídios no país foram cometidos por homens que já tinham registro de violência contra a vítima (FBSP, Anuário 2026). O número reforça a necessidade de revisão dos mecanismos de proteção.
Medidas de proteção: o que falhou?
A medida protetiva, prevista na Lei Maria da Penha, determina que o agressor mantenha distância da vítima. Mas, sem fiscalização constante, vira papel. Em Contagem, a Guarda Municipal faz rondas em áreas de alto risco, mas não consegue cobrir todos os casos. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar eventual omissão.
Lei Maria da Penha: como funciona a medida protetiva em MG
Como denunciar violência doméstica
A denúncia pode ser feita pelo 190 (Polícia Militar), 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou na delegacia mais próxima. Em Contagem, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher funciona na rua Rio de Janeiro, 1.200, bairro Centro.
O que diz a defesa do suspeito
A defesa de Carlos Eduardo de Souza, contratada após a prisão, afirmou que ele nega a intenção de matar e que vai provar que agiu sob forte emoção. A Polícia Civil, no entanto, já classificou o crime como feminicídio, com base na violência doméstica e no uso de arma branca.
Impacto na comunidade e alerta para outras vítimas
O caso gerou comoção em Contagem. Vizinhos relataram que Juliana havia se mudado para a casa da mãe após a agressão de 2024, mas voltou ao bairro meses antes do crime. A Prefeitura de Contagem anunciou reforço no patrulhamento da Guarda Municipal em áreas com histórico de violência doméstica.
Como conseguir medida protetiva em Contagem
Perguntas Frequentes
Quem é o homem que matou a ex a facadas em Contagem?
É Carlos Eduardo de Souza, 34 anos, pedreiro, com histórico de agressão contra a mesma vítima e medida protetiva vigente.
O suspeito já tinha sido preso antes?
Não. Ele respondeu em liberdade por lesão corporal em 2024.
Como a vítima poderia ter sido protegida?
A medida protetiva existia, mas a fiscalização é falha. Especialistas defendem monitoramento eletrônico e prisão preventiva em casos de reincidência.
O que fazer em caso de violência doméstica?
Ligue 190 ou 180. Registre BO e peça medida protetiva na delegacia da mulher.
Quantos feminicídios ocorreram em MG em 2025?
Foram 187 casos, alta de 12% em relação a 2024 (SEJUSP).