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Homem invade casa e agride ex em Salinas na frente dos filhos

ResumoUm homem foi preso em Salinas, no Grande Minas, após invadir a casa da ex-companheira e agredi-la na frente dos filhos e da mãe dela. O suspeito procurou a polícia espontaneamente e relatou um desentendimento ocorrido durante a madrugada.

Um homem foi preso após invadir a casa da ex-companheira e agredi-la na frente dos filhos e da mãe dela em Salinas, no Grande Minas. O próprio suspeito procurou a polícia e relatou um desentendimento durante a madrugada.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 13 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Homem invade casa e agride ex em Salinas na frente dos filhos

Um homem foi preso após invadir a casa onde morava a ex-companheira e agredi-la na frente dos filhos e da mãe dela em Salinas, no Grande Minas, nessa sexta-feira (11). De acordo com a Polícia Militar, o próprio suspeito procurou a corporação e relatou que havia se desentendido com a companheira durante a madrugada. A partir daí, os militares iniciaram buscas para localizar a vítima.

O caso reúne elementos que a lei trata como agravantes: invasão de domicílio, dano ao imóvel e agressão física cometida na presença de crianças e de um familiar da vítima. Entender esses pontos ajuda a dimensionar por que situações assim costumam sair da esfera doméstica e chegar à Justiça.

O que a mãe da vítima relatou à polícia

Conforme o relato da mãe da vítima aos policiais, o homem chegou à residência da família bastante alterado e agressivo. Como não conseguiu entrar, passou a chutar a porta, danificou a fechadura e invadiu o imóvel. Ainda segundo a testemunha, após entrar na casa, ele iniciou as agressões contra a mulher, com quem mantinha um relacionamento havia cerca de dois anos. A mãe afirmou que a filha recebeu diversos socos no rosto. As agressões ocorreram na presença dos filhos da vítima e também da própria testemunha.

A sequência descrita pela testemunha importa juridicamente. Chutar a porta e danificar a fechadura configura violação de domicílio e dano material. Já a agressão na frente de crianças pode ser lida como violência psicológica contra os filhos, além da violência física contra a mulher.

Por que o caso sai do âmbito doméstico

Quando a agressão ocorre dentro de casa, com vínculo afetivo entre autor e vítima, o caso costuma ser enquadrado na Lei Maria da Penha. A norma prevê medidas protetivas de urgência, como afastamento do agressor e proibição de aproximação. O descumprimento dessas medidas é crime autônomo.

Para quem acompanha a segurança pública na região, o episódio reforça um padrão conhecido: a violência doméstica raramente começa no dia da agressão. Costuma ter histórico de conflitos anteriores, o que torna o registro e o pedido de medida protetiva passos centrais para interromper a escalada.

A reportagem procurou os desdobramentos do caso junto às autoridades. O suspeito foi preso após o relato à PM, e as investigações seguem para apurar as circunstâncias e as responsabilidades.

O que fazer diante de um caso assim

Quem presencia ou sofre violência doméstica pode acionar a Polícia Militar pelo 190 em situações de flagrante. Para orientação e registro, o canal é a Delegacia da Mulher ou a delegacia comum mais próxima. Medidas protetivas podem ser solicitadas diretamente na delegacia ou pela Defensoria Pública, sem necessidade de advogado.

A denúncia de terceiros, como vizinhos e familiares, também é prevista e ajuda a interromper ciclos de agressão. No caso de Salinas, foi o relato de uma testemunha, a mãe da vítima, que deu à polícia a descrição dos fatos.

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