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Homem é indiciado por feminicídio em BH; medida protetiva

ResumoDaniel Soares de Oliveira foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais pelo feminicídio de Ana Letícia Ramos de Souza, 26 anos, morta a tiros em 26 de agosto no bairro Barreiro, em Belo Horizonte. Ana Letícia possuía medida protetiva contra o ex-companheiro, que é o principal suspeito do crime.

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou Daniel Soares de Oliveira pelo feminicídio de Ana Letícia Ramos de Souza, de 26 anos, morta a tiros em 26 de agosto no Barreiro, em BH. A vítima tinha medida protetiva contra o ex-companheiro.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 15 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Homem é indiciado por feminicídio em BH; medida protetiva

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou Daniel Soares de Oliveira pelo feminicídio de Ana Letícia Ramos de Souza, de 26 anos. A jovem foi atingida por tiros no dia 26 de agosto, no bairro Independência, região do Barreiro, em Belo Horizonte. Ana Letícia tinha medida protetiva contra o ex-companheiro.

A investigação foi concluída pela PCMG nesta segunda-feira (14). Além do indiciamento, a polícia pediu à Justiça a manutenção da prisão preventiva do suspeito. Com a conclusão do inquérito, o caso segue para análise do Ministério Público e da Justiça.

Segundo os investigadores, Ana Letícia relatou a uma amiga, por diversas vezes, que temia ser morta pelo ex-companheiro. A perícia apontou que os disparos ocorreram a curta distância. Os vestígios encontrados no imóvel indicam ainda que a vítima provavelmente estava sentada na cama quando foi atingida.

O que mudou depois do crime

Depois do crime, Daniel procurou uma testemunha que estava nas proximidades. Conforme a investigação, ele disse que havia "machucado" Ana e pediu que o socorro fosse acionado. Na sequência, o suspeito tentou colocar a arma na cintura. Houve um disparo acidental e ele atingiu a própria perna.

Mesmo ferido, Daniel deixou o local mancando e descalço. Após a prisão, foi encaminhado para atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Durante o atendimento, afirmou inicialmente que havia sido baleado por outras pessoas.

Versões divergentes e pedido de apuração

Posteriormente, Daniel procurou a mãe de Ana Letícia. Segundo o inquérito, ele pediu desculpas pelo ocorrido e apresentou outra versão para a morte da ex-companheira: alegou que Ana teria pulado sobre ele.

A polícia também solicitou uma apuração sobre ligações telefônicas feitas pelo suspeito de dentro do presídio para a mãe da vítima. Familiares relataram à polícia que o relacionamento entre os dois era marcado por episódios de violência doméstica. Os depoimentos apontaram agressões físicas, ameaças de morte e comportamento de controle por parte do suspeito.

Ana Letícia deixou dois filhos, de sete anos e cinco meses. As duas crianças são filhas dela com Daniel. como funciona a medida protetiva em Minas Gerais

O caso agora depende da avaliação do Ministério Público e da Justiça. A tendência é que os próximos meses definam se o indiciamento se converte em denúncia e se a prisão preventiva será mantida. Para quem acompanha a rede de proteção, o desfecho vai indicar como o sistema responde a casos em que a vítima já havia buscado ajuda antes do crime.

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