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Homem que escondeu corpo da namorada em BH passa por audiência de custódia

ResumoAndré Junio Silva de Carvalho, 24 anos, suspeito de homicídio da namorada Stifanie Ribeiro Firmino Silva, 35, participa de audiência de custódia na tarde de quinta-feira (23/7), às 13h40. O crime ocorreu no Bairro Camargos, Região Noroeste de Belo Horizonte. A audiência define a manutenção ou revogação da prisão do suspeito.

André Junio Silva de Carvalho, 24 anos, suspeito de matar a namorada Stifanie Ribeiro Firmino Silva, 35, passa por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (23/7), às 13h40. O crime ocorreu no Bairro Camargos, Região Noroeste de Belo Horizonte.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 23 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Homem que escondeu corpo da namorada em BH passa por audiência de custódia

O suspeito de matar a namorada e esconder o corpo em um apartamento em Belo Horizonte passa por audiência de custódia nesta quinta-feira (23/7), às 13h40. André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos, é apontado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) como autor do feminicídio de Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos. O crime ocorreu no Bairro Camargos, na Região Noroeste da capital mineira.

Entenda o caso: do relacionamento relâmpago ao crime

Segundo a investigação, André conheceu Stifanie no início de julho por meio de um aplicativo de relacionamento. Ele afirmou que havia deixado a Região Metropolitana de Belo Horizonte em busca de emprego e não tinha onde ficar. A vítima ofereceu abrigo em seu apartamento até que ele conseguisse trabalho e pudesse alugar um imóvel. A convivência evoluiu para um relacionamento amoroso, mas, conforme a PCMG, o namoro já havia terminado quando o feminicídio ocorreu. Apesar do fim da relação, André continuava morando no apartamento.

O crime e a ocultação do corpo

A Polícia Civil informou que o crime aconteceu na noite de quinta-feira (16/7). Após uma discussão motivada pelo pedido para que deixasse o apartamento, André esganou Stifanie. Ele manteve o corpo escondido no imóvel por quatro dias, entre a noite de quinta-feira e a manhã de segunda-feira (20/7). O suspeito tentou sustentar a versão de que Stifanie havia cometido suicídio e utilizou aromatizantes para tentar mascarar o odor provocado pela decomposição.

A descoberta: mensagens suspeitas e ação de vizinhos

A descoberta do crime ocorreu graças à atenção de vizinhos e pessoas próximas à vítima. Após o desaparecimento, familiares e amigos passaram a receber mensagens enviadas pelo celular de Stifanie. O conteúdo chamou atenção porque, segundo a polícia, ela costumava se comunicar por mensagens de áudio, enquanto as respostas passaram a ser enviadas apenas por texto. Além disso, as mensagens apresentavam erros de grafia e um padrão de escrita diferente do habitual.

Uma vizinha desconfiou e pediu que Stifanie enviasse um áudio ou vídeo para comprovar que estava bem. Como não houve resposta, decidiu acionar a Polícia Civil. Quando os policiais entraram no apartamento, encontraram o corpo da vítima já em avançado estado de decomposição.

Confissão e investigação em andamento

Segundo o delegado Thiago Megale, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso, André confessou o crime depois de ser confrontado com contradições em seu depoimento e com as provas reunidas durante as diligências. Apesar da confissão, a PCMG ressalta que a investigação ainda está em andamento. Os investigadores aguardam os laudos da perícia e da necropsia, que deverão esclarecer detalhes sobre a dinâmica da morte, além de ouvir vizinhos e outras testemunhas.

André, que é apontado como réu primário e sem antecedentes criminais, foi preso em flagrante. Ele responderá pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O caso, que chocou a região, expõe a vulnerabilidade de mulheres em relacionamentos recentes e a gravidade da violência doméstica.

Perguntas Frequentes

Onde ocorreu o crime?

O crime ocorreu no apartamento da vítima, no Bairro Camargos, Região Noroeste de Belo Horizonte.

Qual a relação entre a vítima e o suspeito?

Eles se conheceram por um aplicativo de relacionamento no início de julho. O relacionamento amoroso já havia terminado quando o crime ocorreu, mas André continuava morando no apartamento.

Como o crime foi descoberto?

Vizinhos e pessoas próximas estranharam mensagens enviadas pelo celular da vítima, que não eram compatíveis com seu jeito de se comunicar. Uma vizinha acionou a polícia.

O suspeito confessou o crime?

Sim, André confessou o feminicídio após ser confrontado com contradições e provas, segundo o delegado Thiago Megale.

Quais crimes o suspeito vai responder?

Ele responderá por feminicídio e ocultação de cadáver, conforme a Polícia Civil de Minas Gerais.

A investigação já foi concluída?

Não. A PCMG informou que a investigação ainda está em andamento, aguardando laudos periciais e o depoimento de testemunhas.

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