# Feminicídio em BH: homem é condenado a 33 anos de prisão

> Michael Douglas Lopes de Souza Crivellari foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão em regime fechado pelo feminicídio da esposa grávida Bruna Cristina Ferreira Crivellari Lopes, de 35 anos, em Belo Horizonte. O Tribunal do Júri proferiu a sentença nesta quarta-feira (19). A pena reflete a qualificadora de feminicídio e a condição de vulnerabilidade da vítima.

*Portal Notícias MG · Cidade · 25 de agosto de 2026 · Vânia Drummond*

Michael Douglas Lopes de Souza Crivellari foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão, em regime fechado, pela morte da esposa grávida, Bruna Cristina Ferreira Crivellari Lopes, de 35 anos, em Belo Horizonte. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (19), no Tribunal do Júri.

Michael Douglas Lopes de Souza Crivellari foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão, em regime fechado, pela morte da esposa, Bruna Cristina Ferreira Crivellari Lopes, de 35 anos. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (19), no Tribunal do Júri de Belo Horizonte.

O assassinato aconteceu em 15 de abril de 2025, na Vila Marçola, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Bruna estava grávida de três meses. O casal havia se casado em janeiro daquele ano.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Michael matou a esposa durante uma discussão relacionada a questões financeiras. A acusação classificou o crime como feminicídio, dentro de um contexto de violência doméstica e familiar.

De acordo com o processo, Michael atingiu Bruna com diversas facadas dentro da residência do casal. Inicialmente, a vítima foi ferida nas costas e, depois, recebeu golpes na região do peito. O laudo de necropsia identificou ferimentos no pescoço, na nuca, nos braços e nas mãos.

Na época, policiais da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) foram chamados. Ao chegarem, encontraram Michael sentado no sofá, com roupas sujas de sangue. Bruna estava caída no chão do quarto. O Samu foi acionado, mas constatou a morte ainda no local.

A Polícia Militar informou que o homem confessou o assassinato e relatou uma discussão durante a madrugada. A faca usada no crime foi localizada e apreendida.

No julgamento, o MP sustentou que Michael matou Bruna por razões relacionadas à condição de mulher. A acusação apontou motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime ocorreu durante a gestação.

O Tribunal do Júri condenou Michael nos termos da denúncia. A pena: 33 anos e nove meses de reclusão, em regime fechado. O assassinato ocorreu cerca de três meses após o casamento do casal.

A condenação reforça a resposta da Justiça a casos de feminicídio em Minas Gerais, especialmente quando a vítima está grávida. O caso agora segue para execução da pena.

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