Homem é condenado a 14 anos por homicídio em Exu
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve a condenação de Rodrigo Ferreira Guimarães a 14 anos de reclusão por homicídio ocorrido em Exu, no Sertão. Vítima morreu com oito golpes de paralelepípedo na cabeça, em 2019.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve a condenação de Rodrigo Ferreira Guimarães a 14 anos de reclusão por um homicídio ocorrido no município de Exu, no Sertão de Pernambuco. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (28). Durante a sessão do Tribunal do Júri, o MPPE demonstrou a crueldade do crime, praticado na madrugada de 5 de novembro de 2019, na Rua Pedro Apolinário.
A vítima, Raimundo Nonato de Souza, foi morta ao ser atingida por oito golpes de paralelepípedo na região da cabeça. Segundo a denúncia, ele estava embriagado e não teve chance de reação. A acusação, sustentada pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ) do MPPE, convenceu o Conselho de Sentença a responsabilizar o réu. Foram comprovadas três qualificadoras do homicídio: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Para famílias que dependem da segurança pública, a condenação representa uma resposta institucional a um crime que chocou a região. O caso, ocorrido em via pública, expõe a vulnerabilidade de quem vive em áreas onde a violência urbana se manifesta de forma extrema. A pena de 14 anos, aplicada em regime fechado, reflete a gravidade das circunstâncias reconhecidas pelo júri.
A sentença, no entanto, não elimina a dor da perda. Por trás do número, há uma família que perdeu Raimundo Nonato de Souza de forma violenta e sem chance de defesa. O MPPE, por meio do NAJ, cumpriu seu papel ao levar o caso ao Tribunal do Júri, mas o desfecho judicial é apenas uma etapa do processo de reparação.
Para quem acompanha casos de violência no Sertão, a recomendação é buscar informações oficiais junto ao MPPE ou à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. Acompanhar os desdobramentos do processo, inclusive eventuais recursos, é direito de qualquer cidadão interessado em justiça. A condenação, divulgada oficialmente, é um marco, mas não encerra o debate sobre prevenção e segurança na região.