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Governo Trump avalia realizar ataques no Mali, diz jornal

ResumoGoverno Trump avalia realizar ataques militares no Mali contra o grupo JNIM, afiliado à Al Qaeda, conforme reportagem do Washington Post. A operação proposta enfrenta divergências entre autoridades dos EUA e envolve risco de confronto com forças russas presentes na região.

O governo de Donald Trump avalia realizar uma operação militar no Mali contra o JNIM, grupo afiliado à Al Qaeda, segundo o Washington Post. A ação enfrenta divergências entre autoridades dos EUA e o risco de conflito com forças russas na região.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 23 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Governo Trump avalia realizar ataques no Mali, diz jornal

Governo Trump avalia realizar ataques no Mali, diz jornal

O governo de Donald Trump avalia realizar uma operação militar no Mali, país da África Ocidental, de acordo com fontes do jornal Washington Post. O ataque teria como alvo o JNIM (Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin), um grupo afiliado à Al Qaeda que também é considerado terrorista pelos Estados Unidos. A avaliação ocorre em meio a divergências entre autoridades de alto escalão dos EUA e o risco de hostilidades com forças russas na região.

Entenda a avaliação de ataque dos EUA no Mali

De acordo com o Washington Post, o JNIM estabeleceu uma base de operações no Mali e tem realizado ataques cada vez mais frequentes em nações costeiras da África Ocidental. O grupo tornou-se o mais bem armado da região e um dos mais poderosos do mundo, segundo o jornal.

O Mali tem sofrido com instabilidade e violência nos últimos anos. Em setembro de 2024, o JNIM atacou uma escola de treinamento militar perto do aeroporto de Bamako, matando cerca de 70 pessoas. Em 2025, o grupo anunciou um bloqueio às importações de combustível e atacou comboios de caminhões-tanque em todo o país, praticamente paralisando a capital em alguns momentos e demonstrando capacidade de realizar operações em regiões onde não fazia anteriormente.

Além disso, o grupo afiliado à Al Qaeda fez incursões na capital Bamako, tomou uma cidade estratégica no norte e matou o ministro da Defesa do país em um atentado suicida, de acordo com o Washington Post.

Divergências entre autoridades dos EUA sobre ataque no Mali

O jornal americano ressaltou que há divergências entre autoridades de alto escalão dos Estados Unidos sobre fazer o ataque contra o JNIM. Qualquer envolvimento militar direto traz o risco de hostilidades com forças russas na região.

O Mali é comandado atualmente por uma junta militar que, para combater a violência, contratou mercenários russos, inicialmente do Grupo Wagner e, agora, do Africa Corps, que tem vínculos mais estreitos com o Ministério da Defesa da Rússia, ainda segundo o Post.

Posição da Casa Branca sobre operação no Mali

Ao jornal, uma autoridade da Casa Branca afirmou apenas que os EUA têm incentivado governos do Norte e da África Ocidental a "adquirir equipamentos e serviços dos EUA para apoiar seus esforços de guerra contra os terroristas", destacando que o problema do terrorismo na região é "multinacional".

A declaração não confirma nem nega a avaliação de ataques diretos, mas reforça a abordagem de apoio indireto aos países da região.

O que é o JNIM, grupo afiliado à Al Qaeda no Mali

O JNIM (Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin) é um grupo armado afiliado à Al Qaeda, considerado terrorista pelos Estados Unidos. Com base no Mali, o grupo expandiu suas operações para nações costeiras da África Ocidental, tornando-se o mais bem armado da região e um dos mais poderosos do mundo, segundo o Washington Post.

O grupo tem demonstrado capacidade crescente de atacar alvos estratégicos, como a escola de treinamento militar perto do aeroporto de Bamako, e de impor bloqueios econômicos, como o embargo às importações de combustível em 2025.

Riscos de conflito com forças russas no Mali

O principal risco apontado pelo Washington Post para uma operação militar dos EUA no Mali é o de hostilidades com forças russas na região. O país é comandado por uma junta militar que contratou mercenários russos para combater a violência, primeiro do Grupo Wagner e, agora, do Africa Corps, que tem vínculos mais estreitos com o Ministério da Defesa da Rússia.

Qualquer envolvimento militar direto dos EUA poderia gerar confronto com essas forças, elevando a tensão entre as duas potências.

Perguntas Frequentes

Por que o governo Trump avalia atacar o Mali?

Segundo o Washington Post, a avaliação tem como alvo o grupo JNIM, afiliado à Al Qaeda, que estabeleceu base no Mali e realiza ataques frequentes na África Ocidental.

O que é o JNIM?

O JNIM (Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin) é um grupo armado afiliado à Al Qaeda, considerado terrorista pelos Estados Unidos e um dos mais poderosos do mundo, segundo o Washington Post.

Quais os riscos de um ataque dos EUA no Mali?

O principal risco é o de hostilidades com forças russas na região, já que o Mali é comandado por uma junta militar que contratou mercenários do Grupo Wagner e do Africa Corps.

O governo Trump confirmou a avaliação de ataques?

Não. Uma autoridade da Casa Branca disse ao Washington Post que os EUA incentivam governos da região a adquirir equipamentos e serviços americanos para combater o terrorismo.

O que o JNIM já fez no Mali?

Em setembro de 2024, o grupo atacou uma escola de treinamento militar, matando cerca de 70 pessoas. Em 2025, bloqueou importações de combustível e paralisou a capital em alguns momentos, além de tomar uma cidade estratégica e matar o ministro da Defesa do país.

instabilidade no Mali e África Ocidental relação entre EUA e Rússia na África

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