CapaCidade
Cidade

Gabriel diz como equilibrar contas de Minas: 'Já fui síndico'

ResumoGabriel Azevedo, candidato ao governo de Minas Gerais pelo MDB, propõe equilibrar as contas do estado usando experiência como síndico. Minas Gerais enfrenta dívida de R$ 179 bilhões, desafio para quem assumir o Executivo em 2027. Azevedo afirma que aplicará gestão condominial para ajustar receitas e despesas estaduais.

Com dívida de R$ 179 bilhões, Minas Gerais promete dificuldade para quem assumir o governo em 2027. Candidato ao Executivo, Gabriel Azevedo (MDB) diz que vai equilibrar as contas com receita de síndico.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 11 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Gabriel diz como equilibrar contas de Minas: 'Já fui síndico'

Minas Gerais carrega uma dívida de R$ 179 bilhões e o desafio de equilibrar as contas vai cair no colo de quem assumir o governo em 2027. Candidato ao Executivo estadual, Gabriel Azevedo (MDB) apresentou sua proposta na sabatina do Estado de Minas com o Portal Uai e a TV Alterosa: aplicar ao estado a mesma lógica de quem administra um prédio ou um bar.

"É trabalho de síndico. Quem já foi síndico me entende. Eu sou dono de bar, ok? Tem o comodato, tem a folha de pagamento com carteira assinada, tem os impostos que eu pago, tem os fornecedores e tem o que o cliente paga", disse. Ele é proprietário do Mina Jazz Bar, no Centro de Belo Horizonte.

A comparação com o cotidiano do eleitor foi o fio da fala. "Se eu termino todo mês no vermelho, uma hora eu vou quebrar. Qualquer empresário, qualquer dona de casa, qualquer pessoa que lida com um negócio no Brasil, sabe disso", afirmou. O emedebista também lembrou a passagem por outras funções: "Eu já fui síndico. Já fui presidente de grêmio, presidente de Câmara Municipal. Você tem que gastar tempo no papel. [Ver] o que está faltando, onde que está faltando".

O que Gabriel propõe para as contas de Minas

A receita de síndico vem acompanhada de duas medidas concretas. A primeira é valorizar a carreira dos auditores fiscais para diminuir a sonegação de impostos. A segunda é revogar isenções concedidas pelo governo de Romeu Zema (Novo) e Mateus Simões (PSD) a empresários, que preveem quase R$ 27 bilhões em renúncias no próximo ano.

Gabriel também provocou adversários: "Agora, tem gente concorrendo nessa eleição que nunca teve um CNPJ, nunca manteve um orçamento de pé". E criticou quem aponta defeito nas condições do Plano de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), que renegociou a dívida de Minas.

O peso da dívida e o que está em jogo

A dívida de R$ 179 bilhões é o número que resume o aperto fiscal mineiro. Para quem toca um negócio no interior, a conta é conhecida: o que entra tem que cobrir o que sai, e sobra precisa virar investimento. eleições 2026 em Minas Gerais

A proposta de mexer nas renúncias fiscais tende a gerar reação de setores empresariais que hoje operam com benefícios. Do outro lado, a valorização dos auditores fiscais depende de estrutura de carreira e concurso, algo que não se resolve em um mandato curto. dívida dos estados e o Propag

Quem vive da terra em Minas sabe que a conta do estado chega ao município: estrada, escola, hospital e assistência técnica dependem do caixa estadual. É esse o elo que a receita de síndico de Gabriel Azevedo promete atacar.

// Leia também

Publicidade