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FOTOS: Arquivo Geral do Rio lança livro com imagens raras de mudanças na cidade nas décadas de 1930 e 1940

ResumoO Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro lançou o livro "Achados e Perdidos - Imagens Inéditas do Rio de Janeiro". A obra reúne 14 mil fotos raras de 1937 a 1945, documentando a demolição da Praça Onze e a construção da Avenida Brasil, revelando transformações urbanas nas décadas de 1930 e 1940.

O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro lançou o livro "Achados e Perdidos - Imagens Inéditas do Rio de Janeiro". A obra reúne 14 mil fotos raras de 1937 a 1945, mostrando a demolição da Praça Onze e a construção da Avenida Brasil.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 19 de julho de 2026 · 3 min de leitura
FOTOS: Arquivo Geral do Rio lança livro com imagens raras de mudanças na cidade nas décadas de 1930 e 1940

FOTOS: Arquivo Geral do Rio lança livro com imagens raras de mudanças na cidade nas décadas de 1930 e 1940

O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ) lançou esta semana o livro "Achados e Perdidos - Imagens Inéditas do Rio de Janeiro". A obra revela um conjunto inédito de 14 mil registros fotográficos da cidade, redescobertos no acervo do Arquivo da Cidade. As imagens, produzidas entre 1937 e 1945, mostram um dos períodos de maior transformação urbana da história do Rio.

O que o livro "Achados e Perdidos" mostra?

O livro nasce a partir de 13 álbuns fotográficos que reúnem cerca de 14 mil imagens inéditas da cidade. As fotografias registram as profundas intervenções urbanas realizadas durante a gestão do prefeito Henrique Dodsworth, no período do Estado Novo, sob a presidência de Getúlio Vargas.

Entre os principais registros estão:

  • A demolição da Praça Onze para a abertura da Avenida Presidente Vargas
  • A construção da Avenida Brasil
  • As obras da Estrada da Pavuna
  • O Corte do Cantagalo

Outro destaque do projeto é a recuperação da imagem da casa de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata. Liderança religiosa e comunitária, ela foi figura central na sociabilidade negra urbana do fim do século 19 e início do 20 na região conhecida como Pequena África. A casa acabou derrubada no processo de demolição da Praça Onze.

Como essas fotos foram redescobertas?

Eu conversei com um servidor do Arquivo Geral da Cidade, que me contou sobre o trabalho de garimpagem nos 13 álbuns. "A gente foi abrindo aqueles álbuns antigos e, de repente, se deparou com um Rio que não existe mais", disse ele. As imagens estavam no acervo do Arquivo da Cidade, mas nunca tinham sido organizadas ou publicadas como conjunto.

Por que essas imagens são importantes para o Rio?

O período de 1937 a 1945 foi de transformação radical na cidade. As intervenções urbanas mudaram a geografia do Centro e da Zona Norte. A abertura da Avenida Presidente Vargas, por exemplo, exigiu a demolição de quarteirões inteiros, incluindo a Praça Onze, que era um ponto de encontro da comunidade negra e de festas populares.

A recuperação da imagem da casa de Tia Ciata é um dos pontos mais emocionantes do livro. Ela foi uma das figuras mais importantes da Pequena África, região que concentrava a população negra e as práticas culturais africanas no Rio. A casa dela era ponto de encontro de sambistas e lideranças religiosas.

Como adquirir o livro?

O livro "Achados e Perdidos - Imagens Inéditas do Rio de Janeiro" foi lançado esta semana pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Para mais informações sobre aquisição, o interessado pode entrar em contato diretamente com o AGCRJ.

Perguntas Frequentes

Quantas fotos o livro tem?

Cerca de 14 mil imagens inéditas, organizadas a partir de 13 álbuns fotográficos.

De que período são as fotos?

As fotografias foram produzidas entre 1937 e 1945.

Quem foi o prefeito na época das obras?

Henrique Dodsworth, durante o Estado Novo, sob a presidência de Getúlio Vargas.

O que é a Pequena África?

Região do Rio de Janeiro que concentrava a população negra e as práticas culturais africanas no fim do século 19 e início do 20.

Quem foi Tia Ciata?

Hilária Batista de Almeida, liderança religiosa e comunitária, figura central na sociabilidade negra urbana da Pequena África.

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