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Fóssil de 324 milhões de anos revela inseto com 24 patas

ResumoO fóssil Chosha praecursor, descoberto no Texas, apresenta um inseto de 324 milhões de anos com 24 patas. Apenas seis patas serviam para locomoção terrestre; as outras 18 lembravam remos, indicando adaptação para ambientes aquáticos e terrestres. O achado fornece evidência direta de transição ecológica no Carbonífero.

Fóssil achado no Texas revela Chosha praecursor, inseto de 324 milhões de anos com 24 patas. Apenas seis serviam para andar; as demais lembravam remos, indicando vida aquática e terrestre.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 31 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Fóssil de 324 milhões de anos revela inseto com 24 patas

Um fóssil de 324 milhões de anos encontrado no Texas, nos Estados Unidos, levou pesquisadores internacionais à identificação de uma nova espécie de inseto primitivo: a Chosha praecursor. O animal se destaca por apresentar 24 patas, característica bem distante da anatomia dos insetos atuais, que têm seis.

A criatura media aproximadamente 49 milímetros e viveu durante o período Carbonífero. A análise do fóssil mostrou, no entanto, que nem todos os 24 apêndices eram usados para a locomoção terrestre. Apenas seis tinham função diretamente ligada à caminhada; os demais apresentavam características compatíveis com estruturas semelhantes a remos.

Essa configuração levou os pesquisadores a considerar que a espécie poderia ocupar tanto ambientes terrestres quanto aquáticos. A descoberta amplia o conhecimento sobre a diversidade dos primeiros insetos e sobre as mudanças anatômicas que ocorreram durante a transição dos artrópodes para a vida em terra firme.

Além do exemplar de Chosha praecursor, outros dois fósseis foram identificados durante o estudo. Os três pertencem a um grupo ancestral de insetos primitivos que apresentava apêndices adicionais distribuídos pelo corpo.

Os resultados da pesquisa foram publicados na quarta-feira (26/8) na revista científica Nature. O trabalho envolveu instituições de diferentes países, entre elas a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e o Museu Americano de História Natural, em Nova York.

A presença de múltiplos apêndices oferece novas pistas sobre a evolução da anatomia dos insetos. Com a adaptação progressiva ao ambiente terrestre, estruturas que funcionavam como remos teriam desaparecido ao longo da evolução, contribuindo para o estabelecimento do padrão corporal característico dos insetos modernos, com três pares de patas.

A descoberta também ajuda a preencher uma lacuna no registro fóssil dos primeiros insetos e fornece evidências para compreender como os artrópodes se adaptaram à vida fora da água.

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