# Forças terrestres dos EUA na Costa Rica: declaração de Laura Fernandez

> A presidente da Costa Rica, Laura Fernandez, declarou que operações terrestres dos EUA poderiam fortalecer a segurança nacional, sem planos concretos com Washington. Qualquer medida exigiria aprovação legislativa. A declaração não confirma acordos militares ativos, apenas sinaliza abertura a discussões futuras. A soberania costarriquenha permanece condicionada ao processo democrático.

*Portal Notícias MG · Cidade · 07 de setembro de 2026 · Inácio Bicalho*

A presidente da Costa Rica, Laura Fernandez, afirmou que operações terrestres dos EUA poderiam fortalecer a segurança nacional, sem planos concretos com Washington. Qualquer medida exigiria aprovação legislativa.

A presidente da Costa Rica, Laura Fernandez, disse nesta sexta-feira (4) que operações terrestres dos EUA poderiam fortalecer a segurança nacional do país. Ela enfatizou, porém, que não há nada de concreto sendo planejado com Washington e que qualquer medida desse tipo exigiria aprovação legislativa.

A declaração ocorre em meio à cooperação de anos entre Costa Rica e EUA em segurança, inclusive com patrulhas marítimas conjuntas. O presidente dos EUA, Donald Trump, convidou o país a integrar a coalizão "Escudo das Américas", voltada ao combate aos cartéis de drogas.

Fernandez, populista de direita que assumiu em maio, fez campanha com promessa de combate rigoroso ao crime. A Costa Rica registrou aumento acentuado no tráfico de drogas e na violência nos últimos anos. A taxa de homicídios atingiu recorde de 17,2 por 100 mil habitantes em 2023, o dobro de uma década antes.

Apesar da pressão, a presidente afirmou que não cogita pedir ao Congresso estado de emergência ou suspensão de garantias constitucionais. Ela observou que os homicídios estão em declínio: dados do Judiciário mostram queda de 14% no primeiro semestre de 2026, ante o mesmo período de 2025.

O impasse com o Judiciário, porém, segue tenso. Fernandez acusa o sistema de estar infiltrado pelo crime organizado e de bloquear suas políticas de segurança. Ela apoiou cortes orçamentários significativos para o Poder Judiciário e defende que o Congresso, e não a Suprema Corte, nomeie o procurador-geral.

Autoridades judiciais negam as alegações de corrupção e desafiam a presidente a apresentar provas. Argumentam que os cortes previstos para 2026 e 2027 enfraqueceriam os freios e contrapesos e prejudicariam o combate ao crime.

No interior de Minas, onde a violência urbana também preocupa, a situação da Costa Rica serve de alerta: o equilíbrio entre segurança e garantias constitucionais é questão que exige cuidado. segurança pública no Brasil A comunidade acompanha, esperando que o diálogo entre os poderes prevaleça sobre o confronto.

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