Fonoaudiólogo da Apae é indiciado por importunação sexual
Fonoaudiólogo da Apae de Barroso foi indiciado pela Polícia Civil por importunação sexual mediante fraude contra seis mães de pacientes. Preso desde 12 de agosto, pode ter registro suspenso. Entenda o caso.
O fonoaudiólogo denunciado por seis mães de pacientes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Barroso foi indiciado pela Polícia Civil por importunação sexual mediante fraude. O Conselho Regional de Fonoaudiologia da 6ª Região informou que estão em curso os trâmites internos para a suspensão cautelar do registro profissional do homem, preso preventivamente desde 12 de agosto.
Segundo os relatos das vítimas, o suspeito as chamava ao consultório com o pretexto de ensiná-las a aplicar testes nos próprios filhos, atendidos pela instituição. Dentro da sala, de acordo com as denúncias, ele colocava as mulheres entre as pernas e tocava o corpo delas enquanto se estimulava sexualmente.
O advogado Marcelo Chaves, responsável pela defesa, informou que o inquérito já foi encaminhado ao Judiciário, mas não houve movimentação no processo até o momento. Há um pedido de habeas corpus em tramitação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A defesa preferiu não se manifestar sobre o mérito das acusações.
O fonoaudiólogo trabalhou na instituição por apenas 28 dias, conforme a Apae de Barroso em nota pública. Nesse período, ele orientava as famílias sobre procedimentos fonoaudiológicos e como dar continuidade ao tratamento em casa. Foi durante esses procedimentos que o suspeito teria se aproveitado da posição de profissional de saúde para importunar as mães.
As denúncias começaram a surgir pouco depois. Em uma semana, duas mães relataram os episódios à instituição. A direção da Apae suspendeu o profissional e interrompeu os atendimentos. Após apuração dos relatos, ele foi desligado.
No dia 12 de agosto, a Justiça acolheu pedido da Polícia Civil e decretou a prisão preventiva. Em depoimento, o investigado negou as acusações. O caso segue sob análise do Judiciário, e a possível suspensão do registro depende dos trâmites do conselho profissional.