# Fonoaudiólogo da Apae é indiciado por importunação sexual

> O fonoaudiólogo da Apae de Barroso, identificado como profissional da saúde, foi indiciado pela Polícia Civil por importunação sexual mediante fraude contra seis mães de pacientes. O suspeito permanece preso desde 12 de agosto, com possível suspensão do registro profissional. O caso segue sob investigação para apuração completa dos fatos.

*Portal Notícias MG · Cidade · 02 de setembro de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

Fonoaudiólogo da Apae de Barroso foi indiciado pela Polícia Civil por importunação sexual mediante fraude contra seis mães de pacientes. Preso desde 12 de agosto, pode ter registro suspenso. Entenda o caso.

O fonoaudiólogo denunciado por seis mães de pacientes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Barroso foi indiciado pela Polícia Civil por importunação sexual mediante fraude. O Conselho Regional de Fonoaudiologia da 6ª Região informou que estão em curso os trâmites internos para a suspensão cautelar do registro profissional do homem, preso preventivamente desde 12 de agosto.

Segundo os relatos das vítimas, o suspeito as chamava ao consultório com o pretexto de ensiná-las a aplicar testes nos próprios filhos, atendidos pela instituição. Dentro da sala, de acordo com as denúncias, ele colocava as mulheres entre as pernas e tocava o corpo delas enquanto se estimulava sexualmente.

O advogado Marcelo Chaves, responsável pela defesa, informou que o inquérito já foi encaminhado ao Judiciário, mas não houve movimentação no processo até o momento. Há um pedido de habeas corpus em tramitação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A defesa preferiu não se manifestar sobre o mérito das acusações.

O fonoaudiólogo trabalhou na instituição por apenas 28 dias, conforme a Apae de Barroso em nota pública. Nesse período, ele orientava as famílias sobre procedimentos fonoaudiológicos e como dar continuidade ao tratamento em casa. Foi durante esses procedimentos que o suspeito teria se aproveitado da posição de profissional de saúde para importunar as mães.

As denúncias começaram a surgir pouco depois. Em uma semana, duas mães relataram os episódios à instituição. A direção da Apae suspendeu o profissional e interrompeu os atendimentos. Após apuração dos relatos, ele foi desligado.

No dia 12 de agosto, a Justiça acolheu pedido da Polícia Civil e decretou a prisão preventiva. Em depoimento, o investigado negou as acusações. O caso segue sob análise do Judiciário, e a possível suspensão do registro depende dos trâmites do conselho profissional.

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