# Flávio Bolsonaro sobre ida aos EUA: 'Foi minha tentativa de sensibilizar o cara'

> O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a viagem aos Estados Unidos teve o objetivo de sensibilizar o presidente Donald Trump sobre o tarifaço aplicado a produtos brasileiros. A declaração foi feita em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (28).

*Portal Notícias MG · Cidade · 15 de julho de 2026 · Cláudia Resende*

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que sua ida aos Estados Unidos foi uma tentativa de sensibilizar o presidente Donald Trump sobre o tarifaço imposto a produtos brasileiros. A declaração foi dada em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (28).

## Flávio Bolsonaro sobre ida aos EUA: 'Foi minha tentativa de sensibilizar o cara' sobre tarifaço com Trump

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que sua ida aos Estados Unidos foi uma tentativa de sensibilizar o presidente Donald Trump sobre o tarifaço imposto a produtos brasileiros. A declaração foi dada em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (28). 'Foi a minha tentativa de sensibilizar o cara', disse, referindo-se a Trump, ao explicar os motivos da viagem a Washington.

## A declaração e o contexto da viagem

Flávio Bolsonaro viajou aos EUA em meio a tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O governo Trump anunciou tarifas sobre aço e alumínio brasileiros, o que gerou reações no Congresso e no setor produtivo nacional. O senador afirmou que buscou, em conversas com interlocutores próximos ao presidente americano, defender os interesses do Brasil.

'Não fui como representante oficial do governo, mas como político que acompanha o tema. Minha intenção foi mostrar que o tarifaço prejudica os dois lados', declarou. A viagem ocorreu sem agenda oficial com Trump, mas com encontros com assessores e membros do Departamento de Comércio dos EUA.

## Repercussão política no Brasil

A declaração gerou reações diversas entre parlamentares. Deputados da base governista criticaram a iniciativa, classificando-a como 'descoordenação' da política externa. Já aliados de Flávio Bolsonaro defenderam a ação como 'legítima' e 'pragmática'.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que 'não cabe a um parlamentar fazer o papel de diplomata sem aval do Itamaraty'. Já o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que 'qualquer esforço para defender o Brasil é bem-vindo'.

## O tarifaço e seus impactos

O tarifaço sobre produtos brasileiros foi anunciado em fevereiro de 2026, com alíquotas de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio. A medida afeta diretamente exportações brasileiras, que somaram cerca de US$ 3,5 bilhões nesses setores em 2025, segundo dados do Ministério da Economia.

Empresas do setor siderúrgico já manifestaram preocupação com possíveis demissões e perda de competitividade. A Associação Brasileira de Siderurgia (Abraser) estima que o tarifaço pode reduzir as exportações em até 15% neste ano.

## A tentativa de sensibilização

Flávio Bolsonaro detalhou que sua abordagem foi 'pessoal e direta'. 'Expliquei que o Brasil não é concorrente, é parceiro. Que o tarifaço atinge pequenas e médias empresas, que geram empregos', disse. O senador afirmou que não há previsão de nova viagem, mas que segue em contato com interlocutores americanos.

## Posição do Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores informou, em nota, que 'a política comercial brasileira é conduzida pelo governo federal, com apoio do Congresso'. A pasta não comentou diretamente a declaração de Flávio Bolsonaro, mas reiterou que 'diálogos com governos estrangeiros devem ser coordenados'.

Diplomatas ouvidos reservadamente avaliam que a iniciativa do senador 'não atrapalha, mas também não resolve' a questão. 'O tarifaço é uma decisão de Trump, que só será revista com negociação direta entre os governos', afirmou um assessor do Itamaraty.

## Próximos passos

O governo brasileiro estuda medidas de retaliação, como tarifas sobre produtos americanos, caso não haja avanço nas negociações. Uma comitiva do Ministério da Economia deve viajar a Washington nas próximas semanas para tratar do tema.

Para quem acompanha o assunto, a declaração de Flávio Bolsonaro revela a complexidade das relações bilaterais. A tentativa de sensibilização, mesmo que simbólica, mostra que o tarifaço mexe com interesses diretos de parlamentares e setores produtivos.

## Perguntas Frequentes

### Flávio Bolsonaro foi aos EUA como representante oficial?

Não. O senador afirmou que a viagem foi de caráter pessoal, sem mandato do governo brasileiro.

### O que é o tarifaço?

É o conjunto de tarifas de importação impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros, como aço e alumínio, com alíquotas de 25% e 10%, respectivamente.

### A declaração de Flávio Bolsonaro teve efeito prático?

Não há confirmação de que a conversa tenha alterado a posição do governo Trump. O Itamaraty segue conduzindo as negociações oficiais.

### Quais setores brasileiros são mais afetados?

Os setores siderúrgico e de alumínio, que exportam cerca de US$ 3,5 bilhões anuais para os EUA.

### O Brasil pode retaliar?

Sim. O governo estuda tarifas sobre produtos americanos, como medida de pressão comercial.

### Como acompanhar as negociações?

Por meio dos comunicados oficiais do Ministério da Economia e do Itamaraty, além de declarações de parlamentares envolvidos.

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