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Flávio hesita sobre dívida pública e culpa Lula por endividamento

ResumoFlávio Bolsonaro (PL) hesitou em apresentar propostas concretas para conter a dívida pública durante entrevista à Rede Globo, limitando-se a culpar o presidente Lula pelo endividamento. O parlamentar não detalhou medidas práticas para o setor econômico, deixando lacunas sobre o plano fiscal. A declaração ocorre em contexto de debate sobre responsabilidade orçamentária.

Flávio Bolsonaro (PL) hesitou ao responder sobre propostas para contenção da dívida pública e não apresentou medidas práticas para o setor econômico em entrevista à Rede Globo. Ele culpou Lula pelo endividamento.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Flávio hesita sobre dívida pública e culpa Lula por endividamento

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), hesitou ao responder sobre propostas para contenção da dívida pública e não apresentou medidas práticas para o setor econômico durante entrevista à Rede Globo, nesta sexta-feira (28/8). Ele não confirmou se manterá a atual política de ganho real do salário mínimo, mas afirmou que não fará "economia com o povo mais sofrido".

Quando questionado sobre a redução da dívida pública, Flávio dirigiu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o culpou pelo endividamento da população brasileira. "Se o Brasil não tiver um ajuste fiscal forte, está fadado a ir à falência, uma quebradeira generalizada", afirmou, sem especificar medidas. "Quando um governo gasta demais, aumenta os impostos de forma alucinada. São mais de 30 impostos criados ou aumentados só nesse atual governo para arrecadar mais", completou.

Ele também defendeu que sua eleição contribuiria para redução praticamente imediata da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). "Só com o anúncio da eleição de Flávio Bolsonaro como presidente da República e com a equipe de técnicos, com pessoas sérias, por um projeto de Brasil, a taxa de juros já vai cair na reunião seguinte do Copom do Banco Central. E, cada 1% de taxa de juros a menos, são R$ 90 bilhões que abrem no orçamento", disse, em gesto semelhante ao do candidato Ronaldo Caiado (PSD) na terça-feira (25/8) também à Globo.

Sobre suas propostas econômicas, Flávio disse ser preciso "cortar na carne". "Não vou fazer economia em cima de você. Vou fazer um governo enxuto. Vou reduzir a quantidade de ministérios. Vou cortar a burocracia. Vou fazer tesouraço nos impostos. Vou cortar mais de mil atos normativos já no início do meu governo, por decreto", declarou, sem especificar. Perguntado sobre números para redução, quantos ministérios cortará e outros detalhes, Flávio não respondeu. Ele também não disse quanto tempo levaria para colocar as contas em dia.

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