Fernando de Noronha confirma 255 casos de intoxicação por peixe
Fernando de Noronha investigou 637 casos suspeitos de ciguatera entre 2022 e 2026, com 255 confirmações e nenhuma morte. Saiba o que é a intoxicação, os sintomas e os meses de maior incidência.
Fernando de Noronha confirmou 255 casos de intoxicação por peixe entre 2022 e 2026, segundo a Superintendência de Saúde da Administração da Ilha. Ao todo, 637 casos suspeitos de ciguatera foram investigados no período, sem registro de mortes pela doença.
A ciguatera é uma intoxicação causada pelo consumo de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas marinhas. Os casos confirmados na ilha reforçam a importância de atenção ao consumo de pescado local, especialmente em períodos de maior incidência.
Na quarta-feira (26), o Hospital São Lucas atendeu oito pessoas, entre moradores e turistas, com sintomas de ciguatera. Os pacientes apresentaram diarreia, vômitos, dores musculares, redução dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial. Todos receberam atendimento e tiveram alta hospitalar.
Agosto e setembro são os meses com maior incidência de casos de ciguatera em Fernando de Noronha. O alerta vale para quem visita a ilha nesse período, com atenção redobrada à origem do peixe consumido.
A gerência da Vigilância local explica que a doença não tem transmissão entre pessoas, apenas pelo consumo do peixe contaminado. O acompanhamento médico é essencial em casos de sintomas após ingestão de pescado.