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Feminicídios atingem recorde no Brasil enquanto mortes violentas caem ao menor nível em 13 anos

ResumoO Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 registrou 1.571 feminicídios no Brasil, recorde desde a criação do crime em 2015 e alta de 4% em relação a 2024. As mortes violentas intencionais caíram 8%, atingindo o menor nível desde 2012.

O Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios desde a criação do crime, em 2015: 1.571 casos, alta de 4% ante 2024. Na contramão, as mortes violentas intencionais caíram 8%, ao menor nível desde 2012, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 23 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Feminicídios atingem recorde no Brasil enquanto mortes violentas caem ao menor nível em 13 anos

O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde a criação da tipificação penal do crime, em 2015. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23/7) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram contabilizados 1.571 feminicídios ao longo do ano passado, um aumento de 4% em relação aos 1.504 casos registrados em 2024. O dado representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia em razão da condição de gênero.

O Brasil registrou 1.571 feminicídios em 2025, recorde desde a criação da tipificação penal em 2015, aumento de 4% em relação a 2024. As mortes violentas intencionais, porém, caíram 8%, totalizando 40.775 casos, o menor número desde 2012, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Recorde de feminicídios contrasta com queda histórica de mortes violentas

O crescimento dos feminicídios ocorre na contramão da tendência observada nos índices gerais de violência. O levantamento aponta que o país registrou 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, queda de 8% na comparação com o ano anterior e o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O indicador reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

Com a redução dos homicídios, o Brasil alcançou, pela primeira vez, uma taxa de 19,1 mortes violentas para cada 100 mil habitantes. Considerando apenas os homicídios dolosos, a taxa ficou em 15,4 por 100 mil habitantes, abaixo da meta de 16 estabelecida pelo Plano Nacional de Segurança Pública para 2027. Segundo o anuário, a redução foi registrada em 20 das 27 unidades da Federação, com destaque para Amazonas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, que apresentaram as maiores quedas proporcionais.

Violência contra a mulher: aumento em múltiplos indicadores

Apesar da melhora nos indicadores gerais de segurança, a violência contra as mulheres continuou em trajetória de crescimento. Além do recorde de feminicídios, o levantamento identificou aumento de 6% nas tentativas de feminicídio, de 2,6% nas agressões decorrentes de violência doméstica, de 17% nos casos de violência psicológica, de 17% no descumprimento de medidas protetivas, de 30% nas ocorrências de stalking e de 0,5% nas ameaças registradas. O estudo também aponta que, para cada feminicídio consumado, houve três tentativas de assassinato de mulheres.

O que diz o Fórum Brasileiro de Segurança Pública

O anuário avalia que o avanço desses indicadores evidencia dificuldades na prevenção da violência de gênero e na proteção das vítimas. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o aumento simultâneo dos feminicídios e de outras formas de violência doméstica sugere que, embora tenha havido avanços na identificação e no registro dos casos, persistem obstáculos para interromper ciclos de violência antes que eles evoluam para desfechos fatais.

Outros alertas do Anuário: mortes por intervenção policial e população prisional

Além dos dados sobre violência contra a mulher, o estudo traz outros alertas para a segurança pública. As mortes decorrentes de intervenção policial cresceram 5%, enquanto os registros de produção, posse ou distribuição de material de abuso sexual infantil aumentaram 25%. Os casos de bullying e cyberbullying avançaram mais de 60% entre jovens, e a população prisional chegou a 964 mil pessoas, com projeção de superar a marca de um milhão de presos até 2027 caso a tendência de crescimento seja mantida segurança pública no Brasil 2026.

Perguntas Frequentes

Quantos feminicídios foram registrados no Brasil em 2025?

Foram 1.571 feminicídios, o maior número desde a criação da tipificação penal do crime, em 2015.

As mortes violentas caíram no Brasil em 2025?

Sim, as mortes violentas intencionais caíram 8%, totalizando 40.775 casos, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012.

O que diz o Anuário Brasileiro de Segurança Pública sobre a violência contra a mulher?

O anuário aponta aumento recorde de feminicídios e crescimento em outras formas de violência, como tentativas de feminicídio, violência psicológica e stalking.

Quais estados tiveram as maiores quedas nas mortes violentas?

Amazonas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso apresentaram as maiores quedas proporcionais entre as 20 unidades da Federação que reduziram os índices.

Qual a projeção para a população prisional no Brasil?

A população prisional chegou a 964 mil pessoas, com projeção de superar um milhão de presos até 2027 se a tendência de crescimento for mantida.

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