Família de sargento morto em quartel quer PMs presos
A Justiça Militar condenou o capitão Francisco Carlos Laroca Júnior e o cabo Fabiano Rizzo pela morte do sargento Rullian Ricardo da Silva. A família da vítima diz que a decisão traz alívio, mas cobra a prisão dos réus: 'Ainda não acabou'.
A Justiça Militar condenou o capitão Francisco Carlos Laroca Júnior e o cabo Fabiano Rizzo pela morte do sargento Rullian Ricardo da Silva. As penas chegam a 22 anos de prisão em regime fechado. A decisão trouxe alívio aos familiares da vítima, mas eles a consideram insuficiente: os réus poderão recorrer em liberdade à segunda instância.
Para a enfermeira Daiane Michele Fernandes da Silva, de 37 anos, irmã do sargento, a punição imposta é menor do que a gravidade do crime, ainda que seja representativa. "No momento, a gente está se sentindo bastante aliviado, mesmo que essa pena veio menor. A gente queria uma pena maior, mas estamos muito aliviados. Nós acreditamos que não há nada, uma sentença maior do que deitar no travesseiro e sentir que tem sangue nas mãos", afirmou.
O que muda com a condenação
A sentença encerra a fase de primeira instância na Justiça Militar. O capitão e o cabo foram condenados pela morte do sargento, mas a decisão ainda não é definitiva. Como cabe recurso à segunda instância, os dois podem responder em liberdade até o julgamento final.
Em nota, os advogados do cabo Fabiano Rizzo, Mauro Ribas e Renato Soares, informaram que vão recorrer da condenação. O texto da fonte foi interrompido antes de detalhar o pedido da defesa.
A família, por sua vez, cobra que os PMs sejam presos. A irmã da vítima resume o sentimento: a condenação representa um passo, mas o caso, na visão dela, "ainda não acabou".
O que acontece agora
Com o recurso anunciado pela defesa do cabo, o processo segue para a segunda instância da Justiça Militar. Até que haja decisão final, os réus permanecem em liberdade. A família da vítima aguarda que a pena seja confirmada e que a prisão seja efetivada.
A reportagem original foi publicada pelo g1, na editoria de Ribeirão Preto e Franca. Para acompanhar o andamento processual, o caminho é consultar o tribunal militar responsável pelo caso ou procurar o advogado que representa a família. Informações sobre o processo devem ser checadas diretamente na fonte oficial antes de qualquer conclusão.