Família pede prisão de suspeito de matar mulher espancada em Jaboticabal, SP: 'Como se a impunidade fosse certa'
A família de uma mulher morta após ser espancada em Jaboticabal, SP, pede a prisão do suspeito e critica a lentidão da Justiça. O caso expõe falhas na proteção a vítimas de violência doméstica e reacende o debate sobre impunidade.
Família pede prisão de suspeito de matar mulher espancada em Jaboticabal, SP: 'Como se a impunidade fosse certa'
A família de uma mulher de 38 anos, morta após ser espancada em Jaboticabal, interior de São Paulo, pede a prisão do suspeito, ex-companheiro dela. Em depoimento à imprensa, parentes afirmaram que o homem fugiu após o crime e criticaram a demora na Justiça: "Como se a impunidade fosse certa". O caso está sob investigação da Polícia Civil, que busca o suspeito para prestar depoimento. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que as equipes realizam diligências para localizá-lo.
Feminicídio em Jaboticabal: o que se sabe sobre o caso
A vítima, cujo nome não foi divulgado, foi encontrada com ferimentos graves na casa onde morava, no bairro Jardim das Rosas. Vizinhos acionaram a polícia após ouvirem gritos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a levou ao hospital, mas ela não resistiu. A Polícia Civil de Jaboticabal instaurou inquérito para apurar as circunstâncias. Segundo a SSP-SP, o suspeito é o ex-companheiro, que não foi localizado até a última atualização.
Histórico de violência doméstica
Parentes relataram que a vítima já havia registrado boletins de ocorrência contra o suspeito por agressão, mas as medidas protetivas não foram suficientes. O caso reacende o debate sobre a eficácia da Lei Maria da Penha e a necessidade de monitoramento eletrônico de agressores. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 2023, o Brasil registrou 1.463 feminicídios, número que se mantém estável em relação a 2022.
Impunidade e a resposta da Justiça
A família critica a demora na prisão do suspeito. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não informou se há mandado de prisão expedido. A Defensoria Pública de SP, que acompanha o caso, afirmou que aguarda o inquérito policial para tomar as medidas cabíveis. A lentidão é um padrão: segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2024, 68% dos processos de feminicídio no país levam mais de um ano para chegar à sentença.
Medidas protetivas: falhas e desafios
A vítima tinha medida protetiva, mas o suspeito descumpriu. O descumprimento de medidas é comum: dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) mostram que, em 2023, 42% das mulheres com medida protetiva relataram que o agressor a violou. Especialistas apontam que falta monitoramento eletrônico e integração entre polícia e Judiciário.
O que diz a lei sobre prisão preventiva
O Código de Processo Penal (CPP) prevê prisão preventiva em casos de violência doméstica quando há risco à ordem pública ou à aplicação da lei penal. O delegado responsável pode representar pela prisão, cabendo ao juiz decidir. No caso de Jaboticabal, a polícia aguarda a conclusão do inquérito para solicitar a medida.
Como denunciar violência doméstica em SP
A denúncia pode ser feita pelo 190 (Polícia Militar) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Jaboticabal, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) funciona de segunda a sexta. Aplicativos como o SOS Mulher, da SSP-SP, permitem acionar a polícia com um toque.
Perguntas Frequentes
Por que a família pede a prisão do suspeito?
A família alega que o suspeito fugiu e que a demora na Justiça gera impunidade.
O suspeito foi localizado?
Até a última atualização, a polícia não havia localizado o suspeito.
A vítima tinha medida protetiva?
Sim, mas o suspeito a descumpriu, segundo relatos de parentes.
Como denunciar casos de violência doméstica?
Ligue 190 ou 180. Em Jaboticabal, a DDM atende presencialmente.
O que a SSP-SP diz sobre o caso?
A SSP-SP informou que realiza diligências para localizar o suspeito.
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