Golpe do Pix com imagem de Lito Sousa engana homem em Araçatuba
Um agropecuarista de 66 anos, morador de Araçatuba (SP), caiu em um golpe do Pix ao transferir R$ 1 mil para uma falsa campanha de arrecadação que usava a imagem do influenciador Lito Sousa. O golpe do Pix com imagem de Lito Sousa foi registrado como estelionato na Central de Polícia Judiciária (CPJ) do município nesta sexta-feira (4).
Segundo o registro policial, a vítima acessou o Instagram no dia 27 de agosto e viu um vídeo com um apelo emocional. O conteúdo, que usava a imagem do especialista em aviação, pedia doações para um suposto tratamento de saúde nos Estados Unidos. Sensibilizado, o agropecuarista anotou os dados bancários e fez a transferência.
O comprovante anexado ao processo mostra que o valor teve como favorecida uma empresa chamada "C. Filadelfo Pereira Serviços", vinculada à instituição financeira Cartwave IP. A vítima só percebeu o golpe após a transferência, quando teve acesso a um outro vídeo, divulgado pela esposa de Lito Sousa, Mila Seidl, que alertava que a campanha era fraudulenta.
Eu conversei com moradores da região e muitos se disseram preocupados com a facilidade com que golpistas usam a imagem de pessoas públicas para enganar quem quer ajudar. O agropecuarista entrou em contato com o banco para contestar a transferência, mas a Polícia Civil de Araçatuba deve investigar a conta usada no crime.
O caso ganha contorno delicado porque Lito Sousa, de 59 anos, foi diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurológica rara sem tratamento que reverta sua evolução. Na quinta-feira (3), Mila Seidl afirmou que ele recebe cuidados paliativos em casa e segue "normal, cognitivo, falante, pensante". No dia seguinte, o influenciador publicou um vídeo falando sobre aviação e a evolução do tratamento.
A orientação das autoridades é desconfiar de pedidos de doação que chegam por redes sociais, mesmo quando usam imagem de pessoas conhecidas. Antes de transferir qualquer valor, confirme a veracidade da campanha em canais oficiais. A seca de informação confiável, nesse caso, custou R$ 1 mil a um homem que só queria ajudar.