Fábrica de Pedra do Indaiá volta a ser alvo de denúncias por fumaça
A Navitas do Brasil, em Pedra do Indaiá, é alvo de novas denúncias por emissão de fumaça. Fiscalizações em 2026 resultaram em advertência e exigências. Moradores pedem novas medições.
A Navitas do Brasil Comércio e Investimentos Ltda., instalada na zona rural de Pedra do Indaiá, voltou a ser alvo de denúncias por emissão de fumaça e material particulado em direção à área urbana. Documentos de fiscalizações de 2026 mostram que o empreendimento recebeu advertência, passou por novas vistorias e foi alvo de penalidades administrativas ambientais. O caso chegou à Câmara Municipal, onde um pedido de providências foi apresentado em reunião de agosto.
A primeira constatação oficial ocorreu em março. Após denúncia à Ouvidoria-Geral do Estado, uma fiscalização identificou inconsistência no filtro ciclone e acúmulo de fuligem na chaminé. Foi lavrado auto de infração com advertência, e a empresa recebeu 90 dias para reparos.
Em maio, nova averiguação. A empresa informou ter contratado especializada para análises, apresentou laudo dentro dos limites permitidos, trocou casca de café por cavacos de madeira e instalou novo equipamento. Os fiscais registraram cessação da fuligem visível, mas não encontraram elementos para comprovar dano grave ou relação com problemas de saúde.
Em 16 de junho, com participação da Semad e da Feam, foi apontada a necessidade de complementar o controle de particulados. Também foram identificadas disposição irregular de sucatas, posto de combustível desativado a remover e irregularidades junto ao IEF. As autuações seguem o Decreto Estadual nº 47.383/2018.
Mesmo após as mudanças, moradores seguiram reclamando. Em 5 de agosto, nova representação pediu fiscalização noturna, medições na chaminé e monitoramento de MP10 e MP2,5 na área urbana. Vídeos e fotos, incluindo gravação contínua entre 2 e 5 de agosto, mostrariam pluma cinzenta recorrente. O levantamento é do denunciante, não oficial.
Moradores relatam irritação nos olhos e desconforto respiratório, mas não há estudo epidemiológico oficial ligando os sintomas às emissões. A representação pede levantamento de atendimentos na Secretaria Municipal de Saúde. A Câmara leu ofício de cidadão em 10 de agosto, e o caso segue em análise. fiscalização ambiental em Minas Gerais direito do morador a denunciar poluição