Exército forma 500 escaladores em Juiz de Fora; mulheres estreiam
Neste sábado (1º), mais de 500 soldados dos quartéis de Juiz de Fora e Santos Dumont se tornam Combatentes de Montanha. Pela primeira vez, oito mulheres integram a turma de escaladores militares do Exército Brasileiro.
Exército Brasileiro forma mais de 500 escaladores militares em Juiz de Fora; mulheres participam pela primeira vez
Mais de 500 soldados dos quartéis de Juiz de Fora e Santos Dumont serão habilitados como Combatentes de Montanha neste sábado (1º), após concluírem o Estágio Básico do Combatente de Montanha (EBCM), iniciado no último dia 21. Pela primeira vez na história do curso, oito mulheres fazem parte da turma de escaladores militares. O estágio é promovido pela Brigada de Infantaria de Montanha, única unidade do tipo no país e sediada em Juiz de Fora.
A participação feminina ocorre em meio à ampliação do efetivo de mulheres no Exército Brasileiro, que pretende elevar para 20% a presença feminina entre os soldados até 2035.
Mulheres no Exército: uma mudança que começa no recrutamento
Desde março deste ano, o Exército Brasileiro passou a incorporar, pela primeira vez, mulheres como recrutas por meio do Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF), modalidade de ingresso voluntário destinada a jovens que completam 18 anos. Até então, a presença feminina no Exército ocorria apenas por meio de concursos para a carreira militar ou de processos seletivos para o serviço temporário.
Em 2026, 1.010 voluntárias foram incorporadas em 14 cidades do país, entre elas Juiz de Fora, onde 37 mulheres passaram a integrar as fileiras do Exército. Após concluírem a formação básica, as militares foram distribuídas entre o Colégio Militar de Juiz de Fora e o Hospital Geral de Juiz de Fora.
O que faz um Combatente de Montanha
Para o comandante da Brigada de Infantaria de Montanha, general de brigada Marcelo de Melo Pontes Feliciano, o EBCM tem como objetivo habilitar militares para atuar como escaladores, capacitando-os a operar em ambientes montanhosos ou em áreas com restrições à mobilidade tática, tanto em situações de guerra quanto de não guerra.
"Ao longo da formação, o militar desenvolve atributos da área técnica e afetiva, aprende a usar as técnicas de escalada para poder ultrapassar obstáculos verticais em segurança, além de desenvolver atributos como coragem, paciência, humildade, perseverança e força."
Ao concluir o estágio, o militar está apto a integrar uma das organizações da Brigada de Infantaria de Montanha, a única tropa do Exército Brasileiro equipada e adestrada para operações nesse tipo de terreno, estando preparado para atuar em missões de defesa quando necessário.
O que isso significa para a região
Para quem vive em Juiz de Fora, a presença da Brigada de Infantaria de Montanha é parte do cotidiano. A unidade é a única do tipo no país, e a formação desses soldados reforça a capacidade de resposta do Exército em terrenos de difícil acesso, algo que pode ser acionado em situações de emergência ou defesa.
A inclusão das mulheres no curso e no serviço militar inicial é um passo concreto na ampliação do papel feminino nas Forças Armadas, uma mudança que começa a se refletir nas ruas da cidade.
Perguntas Frequentes
Quando os soldados serão habilitados como Combatentes de Montanha?
Neste sábado (1º), após concluírem o Estágio Básico do Combatente de Montanha, iniciado no último dia 21.
Quantas mulheres participam do curso pela primeira vez?
Oito mulheres fazem parte da turma de escaladores militares, a primeira com participação feminina na história do curso.
O que é o Serviço Militar Inicial Feminino?
É uma modalidade de ingresso voluntário no Exército, destinada a jovens que completam 18 anos, adotada desde março deste ano.
Quantas voluntárias foram incorporadas em 2026?
Foram 1.010 voluntárias em 14 cidades do país, incluindo Juiz de Fora, onde 37 mulheres entraram para as fileiras do Exército.
Qual é a meta de participação feminina no Exército até 2035?
O Exército pretende elevar para 20% a presença de mulheres entre os soldados até 2035.