# Ex-servidor preso por desviar dinheiro e simular pagamento de imposto de imóveis no ES

> Ex-servidor público foi preso no Espírito Santo por desviar dinheiro e simular pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de imóveis. Investigação do Ministério Público Estadual aponta que o esquema causou prejuízo aos cofres municipais.

*Portal Notícias MG · Cidade · 15 de julho de 2026 · Cláudia Resende*

Um ex-servidor público foi preso no Espírito Santo acusado de desviar dinheiro e simular o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de imóveis. A investigação, conduzida pelo Ministério Público Estadual, aponta que o esquema teria causado prejuízo aos cofres munic

## Ex-servidor é preso por desviar dinheiro e simular pagamento de imposto de imóveis no ES

Um ex-servidor público foi preso nesta semana no Espírito Santo sob a acusação de desviar dinheiro e simular o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de imóveis. A operação, conduzida pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) em parceria com a Polícia Civil, investiga um esquema que teria causado prejuízo aos cofres de um município da Grande Vitória. O suspeito, que ocupava cargo na administração tributária municipal, teria usado o acesso ao sistema para alterar registros e ocultar o desvio de valores pagos por contribuintes. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça a pedido do MPES, que agora apura a extensão do rombo e a participação de outros envolvidos.

Um ex-servidor público foi preso no Espírito Santo sob suspeita de desviar recursos públicos e simular o pagamento do IPTU de imóveis. A operação, deflagrada pelo Ministério Público Estadual, aponta que ele teria inserido dados falsos no sistema tributário municipal para ocultar o desvio. O valor exato do prejuízo ainda é calculado.

## Como a fraude foi descoberta

A investigação começou após uma denúncia anônima recebida pela Ouvidoria do MPES, que apontava irregularidades no sistema de arrecadação do IPTU. Ao cruzar dados de pagamentos e lançamentos, os promotores identificaram inconsistências: contribuintes que quitavam o imposto, mas cujos registros no sistema apareciam como pendentes. A suspeita é de que o ex-servidor, que atuava na área de tributos, desviava o dinheiro pago e, em seguida, alterava os dados no sistema para simular que o valor ainda não havia sido recolhido.

Segundo o MPES, a fraude pode ter ocorrido ao longo de pelo menos dois anos. O órgão não divulgou o valor total desviado, mas estima-se que ultrapasse R$ 100 mil, com base nos primeiros levantamentos. A prefeitura do município afetado informou que está colaborando com as investigações e revisando todos os lançamentos de IPTU do período.

## O papel do servidor no esquema

O ex-servidor, que não teve o nome divulgado, ocupava um cargo de confiança na secretaria municipal de finanças. Ele tinha acesso direto ao sistema de tributos, o que permitia alterar registros sem necessidade de autorização superior. A investigação aponta que ele usava esse acesso para:

- Desviar valores pagos por contribuintes em dinheiro ou transferências bancárias para contas pessoais.
- Inserir dados falsos no sistema, como a simulação de parcelamentos ou a alteração de datas de vencimento.
- Ocultar as alterações, mantendo o saldo devedor dos imóveis inalterado no sistema, mas sem o registro do pagamento real.

A defesa do ex-servidor não foi localizada para comentar o caso. A Justiça decretou a prisão preventiva para garantir a ordem pública e a continuidade das investigações.

## Impacto para os contribuintes

Para os moradores do município, a descoberta da fraude gerou preocupação. Muitos contribuintes que pagaram o IPTU em dia podem ter seus registros ainda constando como inadimplentes. A prefeitura afirmou que está revisando caso a caso e que os contribuintes que comprovarem o pagamento não serão penalizados com multas ou juros.

O MPES orienta que os cidadãos que desconfiarem de irregularidades em seus carnês de IPTU procurem a ouvidoria do órgão ou a secretaria municipal de finanças para verificar a situação. A recomendação é guardar todos os comprovantes de pagamento, como recibos e extratos bancários, por pelo menos cinco anos.

## O que diz a lei

A conduta investigada se enquadra em pelo menos dois crimes: peculato (desvio de dinheiro público por servidor) e falsidade ideológica (inserção de dados falsos em sistema público). O Código Penal prevê penas de 2 a 12 anos de reclusão para o peculato e de 1 a 5 anos para a falsidade ideológica, podendo ser aumentadas se houver concurso de crimes.

O MPES também investiga se o ex-servidor agiu sozinho ou se teve ajuda de outros funcionários. A operação, batizada de "Cobrança Falsa", já cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do suspeito e na sede da prefeitura.

## Próximos passos da investigação

A prisão do ex-servidor é a primeira fase da operação. Agora, o MPES analisa documentos e computadores apreendidos para identificar possíveis cúmplices e calcular o prejuízo total. A prefeitura também realiza uma auditoria interna para verificar se há outras irregularidades no sistema tributário.

O MPES informou que novas prisões não estão descartadas. A investigação deve durar ao menos mais 90 dias, prazo para a conclusão do inquérito policial. A Justiça também determinou o bloqueio de bens do ex-servidor para garantir o ressarcimento dos cofres públicos.

Entenda como funciona a investigação do Ministério Público em fraudes tributárias

## Perguntas Frequentes

### O ex-servidor foi preso em flagrante?

Não. A prisão foi preventiva, decretada pela Justiça a pedido do MPES, após indícios de que ele poderia atrapalhar as investigações ou fugir.

### O que acontece com quem pagou o IPTU e não teve o registro confirmado?

A prefeitura está revisando os registros. Quem comprovar o pagamento com recibo ou extrato bancário não será penalizado. A orientação é procurar a secretaria de finanças.

### O valor desviado já foi calculado?

Ainda não. O MPES estima que ultrapasse R$ 100 mil, mas o cálculo exato depende da conclusão da auditoria nos sistemas.

### Outros servidores podem ser investigados?

Sim. O MPES analisa se o ex-servidor agiu sozinho ou com ajuda de outros funcionários. Novas prisões não estão descartadas.

### Como denunciar irregularidades no IPTU?

Pela Ouvidoria do MPES, pelo site ou telefone, ou diretamente na secretaria municipal de finanças. É importante ter documentos que comprovem a suspeita.

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