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EUA concluem a décima noite consecutiva de ataques contra o Irã

ResumoOs Estados Unidos concluíram a décima noite consecutiva de ataques contra o Irã. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que os bombardeios visam centros de comando e mísseis para proteger embarcações no Estreito de Ormuz. O tráfego de navios na região caiu de 130 para apenas 9 por dia desde o início do conflito.

As forças armadas dos EUA concluíram mais uma noite de ataques contra o Irã, a décima consecutiva. O CENTCOM diz que mira centros de comando e mísseis para proteger embarcações no Estreito de Ormuz. O tráfego de navios caiu de 130 para apenas 9 por dia desde o início do conflito.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 21 de julho de 2026 · 4 min de leitura
EUA concluem a décima noite consecutiva de ataques contra o Irã

Os Estados Unidos concluíram a décima noite consecutiva de ataques contra o Irã na noite desta segunda-feira (20). O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a operação em comunicado publicado na rede social X.

Segundo o CENTCOM, as forças americanas atacaram centros de comando militar, capacidades marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones, além de sistemas de defesa aérea do Irã. O objetivo declarado é reduzir a capacidade do país de continuar atacando embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.

O Exército Americano acrescentou que "o trânsito de embarcações comerciais pelo vital corredor marítimo internacional continua". O CENTCOM não forneceu detalhes sobre o número de alvos atingidos na segunda-feira.

Como os ataques afetam o Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma passagem estreita entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. Desde o colapso das negociações entre EUA e Irã, o tráfego diário de navios pelo estreito vem caindo de forma consistente.

Nas últimas 24 horas, apenas nove embarcações passaram pela via marítima, segundo dados do MarineTraffic. Desse total, sete navios de carga entraram no Golfo Pérsico, enquanto um navio-tanque e um navio de carga saíram em direção ao Golfo de Omã.

Esse movimento limitado contrasta fortemente com a situação de cinco meses atrás, antes do conflito entre EUA e Irã. Naquela época, uma média de 130 navios atravessava a passagem diariamente, de acordo com a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

O impacto no transporte de petróleo

Os novos ataques aumentam as preocupações com a segurança das embarcações e prejudicam o transporte de petróleo por um canal crucial para as exportações. O comunicado do CENTCOM afirma que, desde o início de maio, as forças do comando ajudaram a viabilizar o trânsito de aproximadamente 900 embarcações comerciais e 450 milhões de barris de petróleo bruto.

Várias embarcações comerciais foram relatadas como tendo sido atingidas pelo Irã em uma tentativa de afirmar controle sobre o estreito. A situação eleva o risco para navios-tanque e cargueiros que dependem da rota.

A falsificação de sinais de GPS preocupa navegantes

A falsificação de sinais de GPS, um tipo de interferência de navegação que faz com que as posições transmitidas pelos navios apareçam em locais incorretos, continua sendo uma preocupação em toda a região. A interferência persiste há meses, às vezes deslocando as coordenadas informadas pelas embarcações em dezenas de quilômetros.

Isso torna mais difícil monitorar o tráfego pela via marítima e aumenta o risco de colisões ou ataques equivocados. Para quem navega pelo Golfo Pérsico, a orientação por satélite deixou de ser confiável.

O que o CENTCOM diz sobre a operação

O Comando Central dos EUA afirma que os ataques visam reduzir a capacidade iraniana de continuar atacando embarcações comerciais. A declaração oficial destaca que "as forças dos EUA atacaram centros de comando militar, capacidades marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea do Irã".

O CENTCOM não informou quantos alvos foram atingidos na décima noite de operações. A comunicação tem sido feita principalmente por meio de postagens na rede social X.

Como o conflito afeta o consumidor brasileiro

A escalada no Estreito de Ormuz tem efeitos diretos no bolso do brasileiro. O petróleo que passa por ali abastece o mercado global, e qualquer interrupção no fluxo eleva os preços internacionais. Com a queda no tráfego de navios, a oferta de petróleo bruto diminui, pressionando o valor dos combustíveis.

No Brasil, a Petrobras ajusta os preços da gasolina e do diesel com base no mercado internacional. Se o barril subir lá fora, o consumidor sente na bomba. Além disso, o aumento do risco de navegação encarece os seguros de carga, o que também pode impactar o preço de produtos importados.

O que esperar dos próximos dias

A décima noite consecutiva de ataques indica que a operação americana não tem data para acabar. O CENTCOM não sinalizou mudança de estratégia. Enquanto isso, o tráfego de navios pelo estreito segue reduzido, e a interferência de GPS continua sendo um problema para navegantes.

Para quem depende do comércio internacional, a incerteza é o maior risco. Cada dia de conflito aumenta a chance de novos ataques a embarcações e de interrupções mais graves no fluxo de petróleo.

Perguntas Frequentes

Quantos navios passam por dia pelo Estreito de Ormuz?

Atualmente, apenas nove embarcações passam por dia, segundo dados do MarineTraffic. Antes do conflito, a média era de 130 navios diários.

O que o Irã está fazendo no estreito?

Várias embarcações comerciais foram relatadas como tendo sido atingidas pelo Irã em uma tentativa de afirmar controle sobre o estreito.

Como a falsificação de GPS afeta a navegação?

A interferência desloca as coordenadas dos navios em dezenas de quilômetros, dificultando o monitoramento e aumentando o risco de acidentes.

O que o CENTCOM diz sobre os ataques?

O comando afirma que ataca centros de comando, mísseis e drones para reduzir a capacidade iraniana de atingir embarcações comerciais.

Como o conflito afeta o preço dos combustíveis no Brasil?

A redução no tráfego de petróleo pelo estreito pressiona os preços internacionais, que são repassados ao consumidor brasileiro pela Petrobras.

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