Estudante de direito é preso após se passar por juiz
Um homem de 53 anos foi preso na noite de segunda-feira (31) após se passar por juiz durante uma abordagem da Polícia Militar em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Estudante de direito, ele apresentou um documento com dados de um magistrado e mudou de versão sobre sua profissão durante a checagem feita pelos policiais.
Segundo a PM, o veículo deixou um estacionamento em velocidade incompatível com a via. Os policiais pararam o carro e conversaram com o motorista. Durante a abordagem, o homem disse ser juiz de direito. Os agentes solicitaram a identificação funcional, mas ele afirmou que não estava com o documento.
Na sequência, apresentou uma identidade com informações de um magistrado. O veículo, porém, estava registrado em nome diferente do apresentado no documento. A divergência levou os policiais a checarem os dados. Enquanto a equipe fazia as consultas, uma pessoa que passava pelo local reconheceu o homem por outro nome. Segundo o relato feito aos policiais, ele seria estudante do segundo ano de uma faculdade de direito.
Questionado novamente, o suspeito apresentou outra versão. Disse que cursava doutorado, mas manteve a afirmação de que era juiz. As informações também não batiam com as características físicas registradas no documento. O titular verdadeiro dos dados teria cerca de 1,70 metro, enquanto o homem abordado tinha aproximadamente dois metros.
O suspeito foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. Na delegacia, foi realizado um exame de identificação pelas impressões digitais. O procedimento confirmou que ele não era a pessoa indicada no documento apresentado aos policiais. A identidade verdadeira também apontou que o homem era procurado pela Justiça e tinha registros de acusações por estelionato.
O proprietário real dos dados usados no documento foi localizado e foi até a delegacia para prestar esclarecimentos. O caso foi registrado como uso de documento falso e localização e apreensão de veículo. A investigação ficará sob responsabilidade da Polícia Civil. Para quem acompanha a segurança na região, o caso mostra como a checagem de dados em abordagens pode revelar situações mais graves do que a infração inicial.