Naufrágio no Mediterrâneo: 20 desaparecidos e busca em águas profundas
Uma equipe especializada da Turquia, equipada para realizar buscas em águas profundas, começou a trabalhar nesta terça-feira (1º) para localizar os destroços de uma balsa que naufragou no domingo ao largo do norte do Chipre. Vinte pessoas continuam desaparecidas. Pelo menos oito morreram quando a embarcação de dois cascos começou a acumular água e virou pouco depois de deixar o porto de Kyrenia, com 267 passageiros e tripulantes a bordo.
O navio de resgate da Marinha turca foi equipado com um veículo operado remotamente capaz de realizar buscas em águas profundas. A balsa afundou a cerca de quatro milhas náuticas da costa, minutos depois de partir com destino à cidade de Tasucu, na província turca de Mersin. "Assim que os destroços forem identificados, a operação para retirá-los começará a uma profundidade significativa de 500 metros (1.640 pés), e serão realizadas buscas e investigações detalhadas (...) usando um veículo operado remotamente", disse o major Ulas Cesur, comandante do TCG Isin.
Sobreviventes que conseguiram chegar a um local seguro agarrando-se a partes do casco foram resgatados por barcos. Imagens publicadas nas redes sociais parecem mostrar pessoas ainda dentro de um dos compartimentos enquanto outras permaneciam na ponta da embarcação à espera de ajuda. Há crianças entre os desaparecidos. A causa do desastre está sendo investigada. As autoridades locais afirmam que a embarcação possuía um certificado de navegabilidade válido. Testemunhas disseram que a balsa balançava violentamente antes de bater na água, com o impacto arrancando parte da proa. Na segunda-feira (31), nove pessoas ligadas à operação da embarcação foram mantidas sob custódia para auxiliar nas investigações policiais.