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Equador condena ex-presidente em caso de suborno e hidrelétrica

ResumoLenín Moreno, ex-presidente do Equador, foi condenado por suborno relacionado à construção da hidrelétrica Coca Codo Sinclair, a maior do país. A esposa e a filha de Moreno também receberam condenações no mesmo caso. A pena específica para cada um ainda não foi definida pelo tribunal equatoriano.

Tribunal do Equador condenou o ex-presidente Lenín Moreno por suborno na construção da maior hidrelétrica do país. Esposa e filha também foram condenadas; pena ainda não foi definida.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 28 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Equador condena ex-presidente em caso de suborno e hidrelétrica

O tribunal do Equador condenou o ex-presidente Lenín Moreno nesta sexta-feira (28) em um caso de suborno ligado à construção da maior usina hidrelétrica do país, a Coca Codo Sinclair. A informação foi divulgada pela Procuradoria-Geral. A condenação envolve também a esposa e a filha de Moreno, que foram igualmente condenadas no mesmo processo.

A investigação começou em março de 2023 e apontou uma suposta rede de corrupção envolvendo Moreno, familiares e parceiros de negócios locais e chineses, incluindo o ex-embaixador da China em Quito. A usina Coca Codo Sinclair entrou em operação em 2016 e, desde então, enfrenta problemas técnicos. Ao proferir a sentença, o juiz Manuel Cabrera, presidente do tribunal, afirmou que "a conduta de Lenín Moreno é compatível com as acusações apresentadas pela promotoria: o crime de suborno atribuído a um funcionário público".

Os promotores pediram penas superiores a seis anos para Moreno e outros 19 réus. Segundo a Procuradoria-Geral, a Sinohydro, empresa envolvida na construção, pagou aproximadamente US$ 76,1 milhões em subornos entre 2009 e 2018, por meio de contratos de consultoria fraudulentos. Os investigadores alegaram que os recursos foram repassados via contas bancárias no exterior e empresas de fachada em paraísos fiscais para a família e associados de Moreno. A promotoria afirmou que Moreno e seus parentes próximos receberam mais de US$ 1 milhão enquanto ele ocupava o cargo de vice-presidente, entre 2007 e 2013.

Moreno, de 73 anos, nega as acusações e afirma que não teve envolvimento na assinatura ou supervisão dos contratos. Durante a audiência, ele disse ao promotor: "você está procurando no lugar errado. Olhe para aqueles que assinaram os contratos, para aqueles que tinham o hábito de exigir propinas; você está procurando no lugar errado". Moreno, que foi presidente de 2017 a 2021, retornou ao Equador vindo do Paraguai para enfrentar o julgamento. A sentença final, com a definição das penas, ainda não foi divulgada.

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