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Enfermeira presa no Rio por vender remédios falsos contra câncer: entenda o caso

ResumoA enfermeira presa no Rio de Janeiro é investigada por vender medicamentos falsos contra câncer. A Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva após meses de investigação. O caso alerta para os riscos da compra de remédios fora da rede oficial de saúde.

Uma enfermeira foi presa no Rio de Janeiro sob suspeita de vender remédios falsos contra câncer. A operação da Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva após investigação que durou meses. O caso acende alerta sobre a compra de medicamentos fora da rede oficial.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 16 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Enfermeira presa no Rio por vender remédios falsos contra câncer: entenda o caso

Enfermeira é presa no Rio após vender remédios falsos contra câncer

Uma enfermeira foi presa no Rio de Janeiro sob suspeita de vender medicamentos falsificados para pacientes com câncer. A Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva na última semana, após investigação que identificou a venda de remédios sem registro na Anvisa. O caso expõe os riscos de adquirir tratamentos fora dos canais oficiais.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a suspeita anunciava os medicamentos em grupos de WhatsApp e aplicativos de mensagem, prometendo cura para diversos tipos de câncer. Ela cobrava entre R$ 500 e R$ 3 mil por frasco, valores muito abaixo dos praticados no mercado legal. A investigação começou após denúncia de uma família que perdeu um parente após usar o produto.

Como a polícia descobriu o esquema

A Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes contra a Saúde Pública (DCCASP) iniciou as investigações em janeiro de 2026. Os agentes rastrearam as conversas da enfermeira em grupos de WhatsApp e identificaram a venda de supostos medicamentos como "imunoterápico natural" e "cápsulas de ozônio". Nenhum desses produtos tinha registro na Anvisa.

A polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa da suspeita, em Niterói, e encontrou frascos sem rótulo, seringas usadas e anotações com nomes de pacientes. A enfermeira foi presa em flagrante por exercício ilegal da medicina e crime contra a saúde pública. Ela também responderá por estelionato.

O perigo dos remédios falsos contra câncer

Medicamentos falsificados representam risco grave à saúde. No caso do câncer, o paciente pode deixar de fazer o tratamento correto, perdendo tempo precioso no combate à doença. A Anvisa alerta que nenhum medicamento para câncer é vendido por WhatsApp ou redes sociais.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária reforça que todo medicamento legítimo tem registro no órgão, que pode ser consultado no site oficial. Produtos sem registro são considerados clandestinos e não passam por nenhum controle de qualidade.

Como se proteger de golpes com medicamentos

A principal orientação é comprar medicamentos apenas em farmácias autorizadas, com receita médica. Desconfie de ofertas milagrosas ou preços muito abaixo do mercado. A Anvisa mantém uma lista de medicamentos falsificados já identificados. como consultar registro de medicamentos na Anvisa

Familiares de pacientes com câncer devem conversar com o médico sobre qualquer tratamento complementar. Nenhum profissional sério indica remédios vendidos por WhatsApp.

O que fazer se você ou um familiar foi vítima

Quem comprou medicamentos da suspeita deve procurar a polícia imediatamente. A DCCASP abriu canal de denúncias pelo telefone (21) 2334-XXXX. O paciente que usou o produto deve buscar atendimento médico para avaliar possíveis danos.

A Polícia Civil investiga se outras pessoas participavam do esquema. Até o momento, a enfermeira é a única presa, mas novas prisões não estão descartadas.

Perguntas Frequentes

A enfermeira presa trabalhava em hospital?

Segundo a Polícia Civil, ela não estava mais exercendo a profissão em instituições de saúde. Atuava de forma autônoma, vendendo os supostos medicamentos.

Quanto tempo de prisão ela pode pegar?

O crime de exercício ilegal da medicina prevê pena de 6 meses a 2 anos. Já o crime contra a saúde pública, por vender produto falsificado, pode chegar a 15 anos de reclusão.

Os remédios falsos continham substâncias perigosas?

A polícia aguarda laudo pericial para identificar a composição dos frascos apreendidos. Amostras foram enviadas ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli.

Como denunciar casos semelhantes?

Denúncias podem ser feitas à Polícia Civil pelo telefone 197 ou à Anvisa pelo canal de atendimento. O sigilo é garantido.

Há outros casos de venda de remédios falsos no Rio?

Sim. Em 2025, a Polícia Civil prendeu três pessoas por vender medicamentos falsos para emagrecimento. O caso atual é o primeiro envolvendo remédios contra câncer no estado neste ano.

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