Empresário é procurado por perseguir delegado e monitorar rotina da família em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso procura um empresário suspeito de perseguir um delegado e monitorar a rotina da família dele. O caso, revelado por investigação sigilosa, levanta alertas sobre a segurança de agentes públicos no estado.
Empresário é procurado por perseguir delegado e monitorar rotina da família após investigação em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre mandados de prisão contra um empresário suspeito de perseguir um delegado e monitorar a rotina da família dele. A investigação, conduzida em sigilo pela Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), apontou que o suspeito teria seguido o delegado em deslocamentos, registrado a residência e a escola dos filhos, e feito contato não autorizado com familiares. A perseguição teria motivação pessoal ligada a uma investigação anterior contra o empresário. O caso levanta alertas sobre a segurança de agentes públicos no estado e a necessidade de medidas protetivas.
Resposta direta: A Polícia Civil de Mato Grosso procura um empresário suspeito de perseguir um delegado e monitorar a rotina da família dele. A investigação, conduzida em sigilo, apontou que o suspeito teria seguido o delegado em deslocamentos, registrado a residência e a escola dos filhos, e feito contato não autorizado com familiares. A perseguição teria motivação pessoal ligada a uma investigação anterior contra o empresário. A polícia não divulga detalhes para não comprometer as buscas.
Contexto: a investigação sigilosa contra o empresário
A investigação começou após o delegado registrar ocorrência na Corregedoria da Polícia Civil, relatando que um empresário, alvo de operação anterior, vinha seguindo seus passos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Mato Gerais (Sesp-MT), a apuração durou três meses e contou com quebra de sigilo de dados telefônicos e análise de imagens de câmeras de segurança. A polícia afirma que o empresário usava aplicativos de rastreamento e redes sociais para monitorar o delegado.
O delegado, que atua na capital, teve a rotina familiar exposta: o suspeito teria fotografado a casa, identificado o veículo da esposa e anotado os horários de entrada e saída dos filhos na escola. A Sesp-MT classificou o caso como "grave violação à segurança de agente público" e determinou escolta temporária para a família.
O que diz a lei sobre perseguição (stalking) e monitoramento de autoridades
O crime de perseguição, tipificado no artigo 147-A do Código Penal, prevê pena de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa, para quem "perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica". Quando a vítima é autoridade pública no exercício da função, a pena pode ser aumentada em até um terço.
No caso de monitoramento de familiares, a legislação também enquadra o crime de violação de domicílio (artigo 150 do CP) e, se houver uso de dados pessoais, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A investigação da DRCI aponta que o empresário teria acessado informações sigilosas do delegado por meio de terceiros.
Medidas de segurança para delegados e juízes em risco
A Sesp-MT informou que, após o caso, reforçou o protocolo de proteção a magistrados e delegados ameaçados. As medidas incluem escolta armada, troca de veículos e monitoramento eletrônico da residência. Em 2025, a Secretaria registrou 12 casos de ameaça a agentes públicos no estado.
Para situações de perseguição digital, a polícia recomenda que a vítima registre provas (prints, gravações, testemunhas) e acione a delegacia de crimes cibernéticos. A DRCI mantém canal anônimo de denúncias pelo telefone 197.
Repercussão: o medo não substitui política de segurança
O caso gerou debate entre associações de classe, como a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (ADEPOL), que cobra medidas mais duras contra perseguição a autoridades. A presidente da ADEPOL-MT afirmou que "o medo não pode ser parâmetro para política de segurança, é preciso dados e ações concretas". A entidade defende a criação de varas especializadas para julgar crimes contra agentes públicos.
A defesa do empresário, procurada pela reportagem, não se manifestou até a publicação. A polícia pede que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja comunicada ao 190.
Perguntas Frequentes
O empresário já foi preso?
Até a última atualização, a Polícia Civil de Mato Grosso não havia localizado o suspeito. As buscas continuam.
Qual a pena para perseguição a delegado?
O crime de stalking, com agravante por vítima ser autoridade pública, pode resultar em pena de até 2 anos e 8 meses de reclusão, além de multa.
Como denunciar perseguição?
Ligue 190 para emergências ou 197 para denúncias anônimas à Polícia Civil. Registre provas como prints e gravações.
O delegado continua trabalhando?
Sim. A Sesp-MT informou que o delegado segue em exercício, com escolta temporária e medidas de segurança reforçadas.
O que motivou a perseguição?
A investigação aponta que o empresário teria agido em retaliação a uma operação anterior contra ele, conduzida pelo delegado.
Há risco para a família do delegado?
A polícia afirma que monitora a situação e que a família recebeu orientações de segurança. Não há relato de ameaça direta, mas o caso segue sob sigilo.