Eleições 2026: propostas de Gal Leite (UP) para o Pará
Gal Leite (UP) apresentou ao TSE seu programa de governo para o Pará. O plano prevê reestatização da Cosanpa e Celpa, auditoria no Banpará e 5% do orçamento para a UEPA. Veja as propostas por área.
A candidata ao governo do Pará, Gal Leite (UP), apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o programa de governo para o mandato 2027-2030. O documento, chamado "Programa da Unidade Popular pelo Socialismo - UP ao Governo do Pará - Eleições 2026", defende a inversão de prioridades econômicas, a participação popular nas decisões estaduais e o fortalecimento dos serviços públicos sob gestão 100% direta do Estado.
O plano prevê a retomada do controle público imediato e a reestatização da Cosanpa (água e saneamento) e da Celpa (energia elétrica). Também propõe reduzir em no mínimo 30% os cargos comissionados, substituindo-os por servidores de carreira aprovados em concursos públicos. No Banpará, a candidata quer auditoria imediata sobre as operações financeiras, com foco em fundos de investimento específicos. As terceirizações em funções permanentes, como portaria, copa e serviços gerais, seriam eliminadas gradualmente, com a contratação de concursados.
Na educação, o programa garante repasse mínimo de 5% do orçamento total do estado para a Universidade do Estado do Pará (UEPA), viabilizando a expansão para o interior. Haveria inclusão obrigatória da disciplina de "Estudos Sobre a Cultura Afro-Brasileira e Africana e Cultura dos Povos Indígenas" do 5º ano do fundamental ao 3º ano do médio. A merenda escolar também passaria a oferecer refeição vegetariana completa a quem optar.
Para o transporte, a proposta é criar uma empresa pública estadual para operar linhas rodoviárias e metropolitanas, além de uma Rede Estadual Pública de Transporte Hidroviário com frota própria para atender ilhas, comunidades ribeirinhas e o Marajó. As passagens teriam redução progressiva até a tarifa zero, financiada por grandes empresas e fundos públicos. Pedágios existentes passariam por auditoria, e novas concessões ou privatizações de rodovias estaduais seriam suspensas.
No combate à violência contra a mulher, o plano institui o Curso de Formação de Igualdade de Gênero (CUFIG), com carga mínima de 24 horas, obrigatório para novos servidores estaduais e para empresas privadas com mais de 50 funcionários que usem benefícios fiscais ou participem de licitações. Mulheres vítimas de violência doméstica em vulnerabilidade receberiam auxílio financeiro por até 12 meses. As DEAMs seriam ampliadas para todos os municípios, com funcionamento 24 horas.
Na saúde, o programa rompe com o modelo de gestão privada por Organizações Sociais (OSs), retomando a administração direta dos hospitais estaduais com pessoal concursado. Haveria ainda uma fila estadual única e pública para cirurgias, consultas e exames, com transparência sobre posição e tempo de espera.
Para a comunidade LGBTIA+, o plano institui cotas e ações afirmativas para travestis, pessoas trans e não-binárias em concursos públicos e vestibulares estaduais. No meio ambiente, define o desmatamento ilegal zero como meta estratégica, com fiscalização ativa dos órgãos públicos, e propõe leis estaduais restritivas ao uso de agrotóxicos e ao cultivo de transgênicos. eleições 2026 no Pará