Dragão do Oiapoque fica no Centro de BH por 2 anos
O dragão do Shopping Oiapoque poderá ficar no Centro de Belo Horizonte por até dois anos, após autorização do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município. Durante o período, a estrutura não poderá receber publicidade nem ter função comercial.
A estátua de dragão instalada no topo do Shopping Oiapoque, no Centro de Belo Horizonte, poderá ficar no local por até dois anos. A autorização foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município, porque o prédio fica em área protegida. Nesse perímetro, qualquer intervenção que altere a paisagem precisa passar por análise do conselho.
A decisão não é definitiva, mas estabelece um limite claro: a estrutura poderá permanecer por no máximo dois anos, sem possibilidade de prorrogação. Durante esse tempo, o dragão não poderá receber publicidade nem ser usado para divulgar produtos ou serviços. A instalação deve manter finalidade artística e cultural. Se passar a ter uso comercial, a permissão poderá ser cancelada.
O Shopping Oiapoque está dentro do Conjunto Urbano Rua dos Caetés e proximidades, área de proteção do patrimônio cultural de Belo Horizonte. Por causa dessa proteção, mudanças na aparência dos imóveis e instalações com impacto na paisagem dependem de aval do conselho municipal. A análise considera os efeitos da intervenção no conjunto histórico da região.
A medida permite a permanência temporária da estátua sem alterar de forma permanente as características da área central. Ou seja, o dragão segue enfeitando o skyline da região, mas sob condições que preservam o patrimônio. Quem passa pela Rua dos Caetés pode continuar vendo a figura no alto do edifício, pelo menos pelos próximos dois anos.
A decisão do conselho reflete o cuidado com a paisagem do Centro. O interior também é Minas, e aqui a memória urbana se protege com regras claras, mesmo para um dragão. patrimônio cultural de BH A comunidade acompanha, esperando que a arte permaneça sem virar outdoor.