Disparos de estande de tiro atingem Horto Florestal em Passos
Projéteis de arma de fogo caíram nas dependências de um Horto Florestal situado às margens da Rodovia MG-050, na altura do km 351, em Passos. O caso chegou ao conhecimento da Polícia Militar na segunda-feira (14), depois que funcionários e frequentadores relataram o ocorrido. Os episódios aconteceram no domingo (13), enquanto pessoas estavam no campo de futebol e em outras áreas do horto.
Segundo as informações registradas, os projéteis teriam vindo da direção de um estande de tiro situado nas proximidades. Entre os danos relatados estão marcas nas traves dos gols do campo e a quebra do vidro traseiro de um veículo, atingido por um dos projéteis. Um fragmento encontrado no local foi recolhido pelas autoridades.
A apuração ainda depende do material recolhido. As circunstâncias dos disparos e a origem dos projéteis deverão ser esclarecidas a partir dessas informações, segundo o que foi repassado à corporação.
Relatos anteriores e a comunicação entre as partes
O responsável pelo horto afirmou que situações semelhantes já teriam ocorrido anteriormente. Segundo ele, um ofício chegou a ser encaminhado ao estande ou clube de tiro para comunicar o problema, mas não houve resposta dos responsáveis.
O responsável pelo estande declarou que o clube possui estrutura segura e documentação regular. Ele também afirmou que a ocorrência relatada seria quase impossível de acontecer. As duas versões constam do relato apresentado às autoridades e ainda não foram confrontadas com perícia.
O que a apuração precisa responder
Em ocorrências desse tipo, a checagem costuma seguir três frentes. A primeira é a trajetória: de onde partiram os projéteis e qual a distância entre a origem e o ponto de impacto. A segunda é a natureza do material recolhido, que indica calibre e tipo de munição. A terceira é a documentação do estabelecimento de tiro, que responde por estrutura, alvará e horários de funcionamento.
O caso de Passos ilustra um ponto recorrente na gestão de segurança: a convivência entre áreas de uso coletivo e estruturas de tiro exige checagem técnica, não apenas comunicação entre as partes. Um ofício sem resposta encerra o canal administrativo, mas não a apuração.
A Polícia Militar tem o registro do episódio. O desfecho depende do que o fragmento recolhido e as demais informações apontarem sobre a origem dos disparos. segurança pública em Minas Gerais