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Discord chama pedido de ação civil pública da AGU de "desproporcional"

ResumoDiscord classificou como "desproporcional" o pedido de ação civil pública movido pela Advocacia-Geral da União (AGU) nesta quarta-feira (26). A plataforma declarou compromisso em manter diálogo com autoridades brasileiras para buscar acordo. A resposta oficial da empresa ocorre após a medida judicial, sem detalhar termos específicos da contestação.

O Discord respondeu à ação da AGU nesta quarta-feira (26), chamando o pedido de "desproporcional". A plataforma afirma que segue comprometida em dialogar com as autoridades brasileiras para chegar a um acordo.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 27 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Discord chama pedido de ação civil pública da AGU de "desproporcional"

O Discord respondeu nesta quarta-feira (26) à ação civil pública ajuizada pela AGU (Advocacia-Geral da União) com um classificação dura: "desproporcional". Em nota, a plataforma afirma que a medida "não reflete de forma precisa" sua abordagem em relação à segurança e ao cumprimento da legislação brasileira.

A empresa diz que apresentou uma proposta detalhada para reforçar a segurança no Brasil, com mudanças técnicas e investimento financeiro. "Acreditamos que há um caminho melhor", afirma o texto, que reforça o compromisso de trabalhar com as autoridades para que os brasileiros continuem usando o Discord.

A ação foi motivada pela Operação Lívia, do Ministério da Justiça, que investigou redes criminosas que usavam plataformas digitais para promover violência contra mulheres e meninas. A AGU afirma que a plataforma permitiu atos como indução à automutilação, suicídio e violência contra crianças e adolescentes. O pedido inclui indenização coletiva de R$ 500 milhões ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos e multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

O Discord, por sua vez, diz que investigou um servidor privado onde "acredita-se que indivíduos envolvidos em atividades criminosas tenham incentivado a automutilação" e o desativou antes da morte da adolescente. "Qualquer sugestão de que não estamos cooperando é incorreta", rebate, citando falta de coordenação entre órgãos federais.

Para quem usa o Discord, o desfecho pode definir regras mais rígidas de moderação e até restrições no país. A plataforma pede diálogo, mas o governo quer obrigações judiciais. O assunto segue em aberto.

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