CapaCidade
Cidade

Diretores da PF entregam cargos e citam interesse eleitoral de Mendonça

ResumoOnze diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição em solidariedade a Andrei Rodrigues e Leandro Almada, afastados por decisão do ministro André Mendonça. A nota oficial critica a interferência de interesses político-eleitorais no comando da instituição. O movimento ocorre após o afastamento dos dois dirigentes, gerando crise na cúpula da PF.

Onze diretores da Polícia Federal manifestaram solidariedade a Andrei Rodrigues e Leandro Almada, afastados por decisão de André Mendonça, e colocaram seus cargos à disposição. A nota critica 'interesses político-eleitorais'.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 08 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Diretores da PF entregam cargos e citam interesse eleitoral de Mendonça

Onze diretores da Polícia Federal (PF) colocaram seus cargos à disposição nesta terça-feira (8/9) em protesto contra a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. O grupo manifestou solidariedade à dupla e criticou o que chamou de "interesses político-eleitorais" na decisão.

Somente quatro dos 15 diretores da PF não aderiram à manifestação: os próprios afastados, o interino William Marcel Murad e a corregedora-geral Aletea Vega Marona Kunde. Os demais entregaram seus cargos ao substituto, William.

Mendonça determinou o afastamento cautelar por 90 dias sob alegação de indícios de irregularidades na produção de relatórios da estrutura de inteligência. O ministro citou possível falha no cumprimento de regras internas e, em análise preliminar, indícios de grave omissão e possível conhecimento de "monitoramento sistemático e ilegal" contra ele por mais de 30 dias.

Na nota, os diretores afirmaram que "narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja". Eles repudiaram tentativas de imputar atuação não republicana aos afastados e à PF.

Enquanto isso, a corporação segue sob comando interino, com parte da cúpula em estado de alerta. A saída coletiva ocorre em meio a um cenário de tensão entre a PF e o STF, com desdobramentos que podem afetar a condução de investigações sensíveis.

Para quem acompanha a segurança pública, o episódio indica que a crise institucional pode influenciar a rotina de operações e a confiança na apuração de casos de grande repercussão. A permanência dos diretores dependerá dos próximos passos do STF e da reação interna à decisão.

// Leia também

Publicidade