# Diocese de Campina Grande afasta diácono após demissão da UFCG por investigação de assédio

> A Diocese de Campina Grande afastou cautelarmente um diácono após sua demissão pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A UFCG investiga acusações de assédio contra o religioso. A medida eclesiástica visa apurar os fatos e preservar as partes envolvidas, sem configurar pré-julgamento ou gerar pânico.

*Portal Notícias MG · Cidade · 15 de julho de 2026 · Marília Stefani*

A Diocese de Campina Grande afastou um diácono após sua demissão pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que investiga acusações de assédio. A medida cautelar visa apurar os fatos e preservar as partes envolvidas, sem gerar pânico ou pré-julgamento.

## Diocese de Campina Grande afasta diácono após demissão da UFCG por investigação de assédio

A Diocese de Campina Grande afastou um diácono de suas funções eclesiásticas após sua demissão pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que investiga acusações de assédio. A medida cautelar foi anunciada pela diocese em nota oficial, que afirma aguardar o desenrolar das investigações para tomar decisões definitivas. O caso levanta questões sobre os procedimentos internos da igreja e da universidade diante de denúncias de assédio moral e sexual.

## Demissão pela UFCG e investigação de assédio

A UFCG demitiu o diácono, que também era servidor técnico-administrativo da instituição, após abertura de processo administrativo disciplinar (PAD) para apurar acusações de assédio moral e sexual contra colegas de trabalho. A universidade não divulga detalhes do processo, mas a demissão foi publicada no Diário Oficial da União.

A investigação correu em sigilo, conforme prevê a legislação para processos disciplinares no serviço público federal. A UFCG, por meio de sua assessoria, confirmou a demissão, mas não forneceu mais informações sobre as acusações específicas ou o andamento do PAD.

## O afastamento pela Diocese de Campina Grande

A Diocese de Campina Grande, em nota oficial, informou que afastou o diácono de suas funções pastorais e administrativas na igreja. A medida é cautelar, enquanto a diocese analisa o caso e aguarda o desfecho das investigações da UFCG. A nota afirma que a igreja "repudia qualquer forma de assédio" e que "as medidas cabíveis serão tomadas após o esclarecimento completo dos fatos".

A diocese não especificou o prazo do afastamento, mas indicou que ele perdura até a conclusão das apurações. O diácono, que exercia funções em uma paróquia da região, foi notificado da decisão e não se manifestou publicamente até o momento.

## Contexto: assédio moral e sexual no serviço público

Casos de assédio moral e sexual em universidades públicas não são isolados. A Lei 8.112/1990, que rege o regime jurídico dos servidores públicos federais, prevê a demissão como punição para essas condutas. A UFCG, como outras instituições, tem a obrigação de investigar e punir servidores que cometam assédio, sob pena de responsabilização.

A investigação de assédio na UFCG ocorre em um contexto de maior atenção ao tema. Dados do Ministério Público Federal (MPF) indicam aumento de denúncias de assédio em universidades nos últimos anos, mas não há números consolidados para Campina Grande. A série histórica mostra que a maioria dos casos resulta em demissão após processo administrativo.

## Decisão da igreja e procedimentos canônicos

A Igreja Católica possui seus próprios procedimentos para lidar com denúncias de assédio contra clérigos. O Código de Direito Canônico prevê medidas cautelares, como o afastamento, enquanto a investigação eclesiástica corre em paralelo. A Diocese de Campina Grande, ao afastar o diácono, seguiu esse rito.

A nota da diocese não menciona se há investigação canônica aberta, mas o afastamento é um passo comum nesses casos. A igreja, em geral, aguarda o resultado de investigações civis para tomar decisões definitivas, mas pode agir de forma independente quando há risco de dano à comunidade.

## Repercussão e próximos passos

O caso gerou repercussão em Campina Grande, especialmente entre fiéis e servidores da UFCG. A diocese e a universidade não se pronunciaram além das notas oficiais. A expectativa é que o diácono se defenda no processo administrativo e, se for o caso, na esfera judicial.

A medida da diocese é vista como acertada por especialistas em direito canônico e direito administrativo, que destacam a importância de preservar a imparcialidade e evitar pré-julgamentos. O caso serve como exemplo de como instituições religiosas e públicas podem lidar com denúncias de assédio de forma cautelosa e responsável.

## Perguntas Frequentes

### O que é um diácono na Igreja Católica?

Diácono é o primeiro grau da hierarquia eclesiástica, abaixo do sacerdote. Ele pode realizar batismos, casamentos e pregar, mas não celebra missa nem confessa. O afastamento impede o exercício dessas funções.

### Quanto tempo dura o afastamento?

A diocese não estipulou prazo. O afastamento perdura até a conclusão das investigações da UFCG e da própria igreja, podendo se estender por meses ou anos.

### O diácono pode recorrer da demissão?

Sim. Servidores públicos federais demitidos podem recorrer administrativamente e judicialmente. O diácono tem direito à ampla defesa e ao contraditório.

### A igreja vai investigar o caso internamente?

A nota da diocese não confirma abertura de processo canônico, mas o afastamento sugere que a igreja está acompanhando o caso e pode abrir investigação própria.

### O que diz a lei sobre assédio no serviço público?

A Lei 8.112/1990 prevê demissão para servidores que pratiquem assédio moral ou sexual. A UFCG seguiu esse rito ao demitir o diácono.

### Como denunciar assédio na UFCG?

Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria da UFCG, ao Ministério Público Federal ou à Polícia Federal. A universidade tem canais para receber denúncias anônimas.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/cidade/diocese-campina-grande-afasta-diacono-apos-demissao-ufcg-por-investigacao-assedi/
