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O Dia D e novos corpos da sucessão: Aro deixa governo e articula coligação

ResumoO ex-secretário Marcelo Aro oficializou desembarque do governo e articula coligação com PL e Republicanos para a sucessão estadual. O senador Cleitinho, que liderava pesquisas, foi dispensado pelo próprio partido e tenta reverter a decisão.

O ex-secretário Marcelo Aro se encontra com o governador Mateus Simões nesta quinta-feira para oficializar o desembarque. Aro articula coligação com PL e Republicanos, enquanto Cleitinho, que liderava pesquisas, é dispensado pelo próprio partido e tenta reverter a decisão.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 30 de julho de 2026 · 5 min de leitura
O Dia D e novos corpos da sucessão: Aro deixa governo e articula coligação

O Dia D e novos corpos da sucessão

O ex-secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP), se encontrará nesta quinta-feira com o governador Mateus Simões (PSD) para formalizar o desembarque do governo. Ainda não se sabe se entregará os 500 cargos comissionados ou se deixará o ônus da exoneração ao governador. O União Brasil informou o seu desligamento a Mateus Simões na quarta-feira, 28. O deputado federal Rodrigo de Castro, presidente da legenda em Minas, o fez "a contragosto", explicando ter sido "voto vencido" na legenda. Mateus Simões perderá, com esta manobra, não apenas 20% do tempo de antena que detêm União e PP.

A reboque, seguirão legendas menores como o Podemos, controlado por Aro em Minas Gerais. Ainda a conferir se a Federação PRD Solidariedade seguirá com o governador. Mateus Simões, que contava na sucessão estadual com nove partidos, e ainda sonhava em agregar o PL e o Republicanos, arregimentando quase 60% do tempo de antena, terá agora quinhão de 8,24%, destinado ao PSD. O Novo não alcançou a cláusula de barreiras e, por isso, não participa dessa distribuição.

Marcelo Aro leva a Federação União Progressista para uma concertação com o PL e o Republicanos, o que só foi possível depois que Aro manobrou para inviabilizar o senador Cleitinho (Republicanos) dentro de seu próprio partido. Mesmo liderando em todos os cenários a corrida ao governo de Minas, as direções estadual e nacional do Republicanos divulgaram nota na quarta-feira, 29, dispensando Cleitinho da tarefa. Cleitinho foi trocado por Aro, que prometeu ao deputado federal Euclydes Pettersen, presidente estadual do partido, apoiá-lo para o Senado.

O anúncio formal do Republicanos ocorreu depois que Cleitinho havia informado ao seu partido que pretendia concorrer. "Cleitinho e eu somos candidatos", afirmou a esta coluna Luís Eduardo Falcão (Republicanos), o vice anunciado da chapa pelo senador. "Se o partido entender que a dupla é viável, estamos à disposição. Desde domingo, 26, Cleitinho comunicou à direção que é candidato e inclusive, divulgou o primeiro vídeo nesse sentido", disse, referindo-se à postagem com emprego de IA, na qual o senador conversa com o seu pai e irmão falecidos.

O senador convocou na quarta-feira, 29, coletiva para "expor a verdade" em praça pública em Divinópolis. Cleitinho ainda tenta reverter a decisão do Republicanos. A cúpula nacional do PL informou aos interlocutores do partido na terça-feira, 28, à noite, que irá se juntar à coligação com a Federação União Progressista e Republicanos, em torno de Marcelo Aro. A decisão ocorreu após reunião em Brasília entre as cúpulas partidárias e o próprio Aro. No PL de Minas, os pré-candidatos Flávio Roscoe, presidente licenciado da Fiemg, e Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, foram atropelados. Cleitinho se torna a mais recente baixa na estrada da sucessão estadual.

A despedida sem lágrimas

Não haverá lágrimas na despedida entre Aro e Mateus, nesta quinta-feira. Mateus, porque ficou órfão novo e aprendeu a não se espantar com a vida, nem com aquilo que o seu entorno chama de "traição". Já Aro só tem a celebrar: agarrou-se à filiação do senador Carlos Viana ao PSD, como argumento para saltar de um barco no qual parou de apostar. Percebeu que tem baixa chance de sucesso na corrida ao Senado, olhou para o cenário político à direita, e enxergou oportunidade na hesitação de Cleitinho e no compasso de espera do PL.

Resta, contudo, a Aro a última tarefa do enredo: depois de decapitá-lo, estender a mão a Cleitinho, prometendo-lhe a indicação do vice na chapa. O Republicanos já está em seu barco e lhe garante a fração de 7,84% do tempo da propaganda eleitoral gratuita, mas votos, que é o que realmente importa, quem tem é Cleitinho.

Cleitinho reage: "Sou candidato"

Em entrevista coletiva na Praça Santuário, em Divinópolis, Cleitinho anunciou que é candidato e que quem afirmou que não iria concorrer, mentiu. Ele disse que irá procurar Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, nesta quinta-feira, 30, para conversar. Cleitinho rebateu as críticas de que teria demorado a se posicionar, explicando que viveu um momento difícil em sua família, com a doença do irmão mais novo, Matheus, que veio a falecer.

O deputado federal Junio Amaral (PL) registrou em sua rede do X: "Republicanos dá rasteira em Cleitinho proibindo a sua candidatura. O partido mente em sua nota quando diz que a intenção do PL é apoiar Aro. O plano número 1 do PL é Cleitinho, que lidera as pesquisas e ganharia no primeiro turno, até o próprio Aro sabe disso e não viria candidato se Cleitinho viesse. Tem muita coisa podre por detrás dessa decisão e eu espero que venha à tona."

Perguntas Frequentes

Quem é Marcelo Aro e qual seu papel na sucessão?

Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Estado de Governo, formaliza o desembarque do governo Mateus Simões e articula coligação com PL e Republicanos para a sucessão estadual.

O que aconteceu com o senador Cleitinho?

Cleitinho (Republicanos) foi dispensado pelo próprio partido da candidatura ao governo, mesmo liderando pesquisas. Ele tenta reverter a decisão e se declara candidato.

Qual o impacto da saída de Aro para o governo Mateus Simões?

Mateus Simões perde 20% do tempo de antena e vê sua base partidária encolher de nove partidos para um quinhão de 8,24% do tempo de propaganda, destinado ao PSD.

Quem são os pré-candidatos atropelados no PL?

No PL de Minas, Flávio Roscoe, presidente licenciado da Fiemg, e Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, foram preteridos pela cúpula nacional que decidiu apoiar Aro.

O que é a "Federação União Progressista"?

É a coligação liderada por Marcelo Aro, que reúne PP e União Brasil, e agora se une a PL e Republicanos na corrida ao governo de Minas.

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