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Detento morre após briga em penitenciária de Mossoró

ResumoO Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, em Mossoró (RN), registrou a morte de um detento neste sábado (1º) após uma briga entre presos. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) confirmou o óbito e a Polícia Civil investiga as circunstâncias do incidente. A unidade prisional segue sob apuração das autoridades competentes.

Um detento morreu neste sábado (1º) após uma briga no Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) confirmou o caso e a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 03 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Detento morre após briga em penitenciária de Mossoró

Detento morre após briga em penitenciária de Mossoró

Um detento morreu neste sábado (1º) no Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, em Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap).

Segundo a pasta, presos da Ala C do Pavilhão 2 chamaram os policiais penais após encontrarem o homem desacordado dentro da cela. A vítima foi identificada como Carlos Radson Freire Lopes.

Como aconteceu a briga na penitenciária de Mossoró

De acordo com a Seap, outros detentos relataram que Carlos Radson havia discutido com outro preso, identificado como Carlos Antoniel de Araújo Sousa. Durante a briga, o suspeito teria aplicado um golpe conhecido como "mata-leão". A vítima não resistiu e morreu.

A secretaria informou que o caso foi comunicado à Polícia Civil, que vai investigar as circunstâncias da morte.

Quem é a vítima: Carlos Radson Freire Lopes

A vítima foi identificada como Carlos Radson Freire Lopes. Ele estava na Ala C do Pavilhão 2 do Complexo Penal Agrícola Mário Negócio. Os presos da ala foram os primeiros a notar que ele estava desacordado e acionaram os policiais penais.

O papel da Seap na apuração

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) confirmou o caso e repassou as primeiras informações. A pasta relatou a discussão entre os dois detentos e o golpe aplicado. Também comunicou o fato à Polícia Civil.

Polícia Civil investiga as circunstâncias

A Polícia Civil foi acionada e vai investigar o que aconteceu dentro da cela. A investigação deve esclarecer a dinâmica da briga e as circunstâncias que levaram à morte de Carlos Radson.

Histórico de ocorrências no Complexo Penal Mário Negócio

O Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, em Mossoró, já foi palco de outros episódios de violência entre detentos. A unidade, uma das maiores do Rio Grande do Norte, abriga presos de diferentes regimes e já registrou rebeliões e fugas em anos anteriores.

Em 2024, por exemplo, uma rebelião no presídio terminou com a morte de três detentos. Já em 2019, uma fuga em massa mobilizou forças de segurança da região. Esses episódios mostram que a violência intramuros é um problema recorrente, não um caso isolado.

Contexto social e desafios do sistema prisional potiguar

A morte de Carlos Radson não pode ser lida apenas como um fato isolado. Ela ocorre em um sistema prisional marcado por superlotação e estrutura precária. O Complexo Penal Mário Negócio, por exemplo, foi construído para abrigar cerca de 800 presos, mas já chegou a registrar mais de 1.500 detentos.

A superlotação dificulta o controle dos agentes penitenciários e aumenta a tensão entre os presos. Brigas como a que matou Carlos Radson costumam ser resultado de disputas internas, que vão desde dívidas até conflitos por espaço.

Medidas de política pública em discussão

Diante de episódios como este, a Seap e o governo do Rio Grande do Norte discutem medidas para reduzir a violência no sistema prisional. Entre as propostas estão a ampliação de vagas, a melhoria da estrutura das unidades e o aumento do efetivo de policiais penais.

Não há, porém, solução rápida. Especialistas apontam que a redução da reincidência e a melhoria das condições carcerárias são passos essenciais, mas dependem de investimento contínuo e de políticas de longo prazo.

O que esperar da investigação

A Polícia Civil agora tem a tarefa de reconstruir os fatos. A palavra dos detentos da Ala C será importante, assim como a análise das imagens das câmeras de segurança, se houver. O laudo do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) deve confirmar a causa da morte.

Enquanto isso, a Seap deve reforçar o acompanhamento dos presos envolvidos na briga, para evitar novos conflitos. A morte de Carlos Radson Freire Lopes é mais um capítulo da violência que marca o sistema prisional brasileiro.

Perguntas Frequentes

O que aconteceu no Complexo Penal Mário Negócio?

Um detento, Carlos Radson Freire Lopes, morreu após uma briga com outro preso, Carlos Antoniel de Araújo Sousa, na Ala C do Pavilhão 2. A Seap confirmou o caso e a Polícia Civil investiga.

Qual foi a causa da morte?

Segundo a Seap, durante a briga, o suspeito teria aplicado um golpe conhecido como "mata-leão". A vítima não resistiu e morreu.

Quem vai investigar o caso?

A Polícia Civil foi comunicada pela Seap e vai investigar as circunstâncias da morte.

Onde fica o Complexo Penal Mário Negócio?

O complexo fica em Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte.

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