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Desistência de Cleitinho pode fortalecer Patrus, avalia PT de Minas

ResumoO PT de Minas Gerais avalia que a desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) da corrida ao governo estadual em 2026 pode fortalecer Patrus Ananias (PT). A direção partidária considera que a saída de Cleitinho reduziria a fragmentação do campo de centro-direita, ampliando as chances de Patrus alcançar o segundo turno. A análise baseia-se no cenário eleitoral atual, sem confirmação oficial da desistência.

A direção estadual do PT avalia que uma eventual desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) da disputa pelo governo de Minas pode alterar o cenário eleitoral e ampliar as chances de Patrus Ananias (PT) chegar ao segundo turno em 2026.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 31 de julho de 2026 · 6 min de leitura
Desistência de Cleitinho pode fortalecer Patrus, avalia PT de Minas

Desistência de Cleitinho pode fortalecer Patrus, avalia PT de Minas

A direção estadual do PT avalia que uma eventual desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) da disputa pelo governo de Minas pode alterar significativamente o cenário eleitoral e ampliar as chances de o deputado federal Patrus Ananias (PT) chegar ao segundo turno das eleições de 2026. A leitura foi apresentada nesta sexta-feira (31/7), durante a convenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que oficializou a candidatura de Patrus ao Palácio Tiradentes e confirmou a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) como candidata ao Senado.

Para a presidente estadual do PT, deputada Leninha, a ausência de Cleitinho abriria espaço para o crescimento da candidatura petista. "A presença dele na disputa é uma presença forte, as pesquisas indicam desde lá atrás o alto percentual de intenção de votos nele. Na minha avaliação, se ele ficar, a nossa aposta é que a gente vai para o segundo turno com o Cleitinho. Agora, a gente tem que ver se é o Marcelo Aro, se é o Mateus Simões ou o Alexandre Kalil. Sem ele, com certeza, o cenário melhora significativamente, nos dá mais tranquilidade, inclusive, de confirmar que, de fato, nós estamos para o segundo turno", afirmou.

Na mesma linha, o presidente estadual do PCdoB, Wadson Ribeiro, avaliou que uma eventual ausência de Cleitinho poderia transferir votos para Patrus. "Se ele não se colocar como candidato, a tendência é fortalecer mais a candidatura do Patrus. Estamos preparados para qualquer cenário, mas, sem ele, temos a possibilidade de dialogar com esse eleitorado para que venha para a nossa candidatura."

O que dizem as pesquisas sem Cleitinho

Pesquisa Real Time Big Data, divulgada nessa quinta-feira (30/7), simulou cenários sem a participação de Cleitinho. No levantamento, Alexandre Kalil (PDT) aparece com 20% das intenções de voto e Patrus registra 17%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em seguida aparecem o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP), com 15%, e o governador Mateus Simões (PSD), com 10%.

Gabriel Azevedo (MDB) soma 8%, enquanto Maria da Consolação (PSOL) tem 3%. Indira Xavier (UP), Ben Mendes (Missão) e Túlio Lopes (PCB) aparecem com 1% cada, e Rafael Duda (PSTU) não pontua. Brancos e nulos representam 8%, e 16% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

A indefinição de Cleitinho

As declarações dos dirigentes petistas ocorrem em meio à indefinição sobre a candidatura de Cleitinho. O senador reafirmou, na quarta-feira (29/7), que pretende disputar o Governo de Minas e descartou a possibilidade de desistir da corrida eleitoral ou apoiar o ex-secretário Marcelo Aro (PP). No mesmo dia, porém, o Republicanos divulgou uma nota cobrando uma definição do parlamentar e sinalizando que poderá adotar outro caminho.

Cleitinho justificou o adiamento do anúncio de sua candidatura pelo luto em razão da morte do irmão, Matheus Azevedo, vítima de leucemia em 18 de julho, e afirmou que pretende se reunir com o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, para buscar a oficialização de seu nome.

Estratégia para conquistar o eleitor de Cleitinho

Além de considerar que a saída de Cleitinho beneficiaria o PT, a legenda já traça uma estratégia para disputar os votos do senador caso ele não concorra ao governo. Leninha afirmou que o partido pretende direcionar esforços às regiões onde Cleitinho apresenta maior desempenho eleitoral e utilizar pesquisas qualitativas para compreender as demandas desse eleitorado.

"O eleitor do Cleitinho provavelmente é beneficiário do Bolsa Família e dos programas sociais do governo Lula. A gente quer chegar nesse eleitor com esse discurso. Nós estamos falando de reorientar o orçamento e colocar a pessoa no centro das prioridades. Tenho certeza de que, conseguindo chegar até esse eleitor, vamos convencê-lo de que a nossa chapa é a melhor para Minas", disse.

Composição da chapa segue aberta

Apesar da oficialização de Patrus e Marília Campos, a composição da chapa majoritária ainda permanece aberta. O vice de Patrus não foi definido, e as negociações continuam com partidos aliados. A ata da convenção permanecerá aberta até a próxima semana justamente para permitir o fechamento da composição.

Questionada sobre um eventual entendimento envolvendo PSB, Rede/Psol, Leninha afirmou que todas as possibilidades permanecem sobre a mesa. Segundo ela, a definição será guiada por critérios eleitorais e políticos, levando em consideração a necessidade de ampliar a competitividade da chapa e fortalecer as alianças da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos bastidores, o PSB é favorito para entrar na composição com o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior na segunda vaga para o Senado. Áurea Carolina (Psol) também disputa esse espaço. Já a vaga de vice de Patrus pode ser preenchida pelo empresário Josué Gomes.

"Nós trabalhamos com todos os cenários. Não estamos fechando nenhuma porta. O que vai orientar a decisão é uma análise eleitoral e política. A nossa ata segue em aberto até a semana que vem para fecharmos o restante da composição."

Apesar da declaração, na sequência o presidente estadual do PV, Osvander Valadão, confirmou que o PSB integrará a coligação e indicou que a legenda deve ocupar a segunda vaga ao Senado, mas afirmou que a definição da vice-candidatura permanece em negociação. Segundo ele, a expectativa é concluir todas as tratativas até o ato político previsto para 5 de agosto. "Até lá vamos trabalhar com várias possibilidades. A presença da Federação Rede/Psol é algo que queremos muito porque representa o nosso campo político no estado."

Kalil não é alvo, diz PCdoB

Embora Alexandre Kalil apareça como principal adversário de Patrus nas pesquisas sem Cleitinho, o PCdoB evitou tratar o ex-prefeito de Belo Horizonte como um alvo político da campanha. Para Wadson Ribeiro, os partidos que integram a base de sustentação do presidente Lula tendem a convergir em um eventual segundo turno. "Não vejo a candidatura do ex-prefeito Kalil como um adversário para ser combatido. É um partido que faz parte da base do presidente Lula e precisamos manter todos os canais abertos, porque, em algum momento dessa caminhada, nós vamos nos encontrar para enfrentar um adversário que está do outro lado."

Perguntas Frequentes

Cleitinho desistiu da candidatura ao governo de Minas?

Não. O senador Cleitinho Azevedo reafirmou, na quarta-feira (29/7), que pretende disputar o Governo de Minas e descartou a possibilidade de desistir da corrida eleitoral. O Republicanos, porém, divulgou nota cobrando uma definição do parlamentar.

O que o PT avalia sobre a desistência de Cleitinho?

A direção estadual do PT avalia que uma eventual desistência de Cleitinho pode fortalecer a candidatura de Patrus Ananias e ampliar as chances de o partido ir ao segundo turno em 2026.

Quem lidera as pesquisas sem Cleitinho?

Na pesquisa Real Time Big Data sem Cleitinho, Alexandre Kalil (PDT) lidera com 20%, seguido por Patrus Ananias (PT) com 17%, empate técnico dentro da margem de erro.

Qual a estratégia do PT para conquistar o eleitor de Cleitinho?

O PT pretende direcionar esforços às regiões onde Cleitinho tem maior desempenho e usar pesquisas qualitativas para entender as demandas desse eleitorado, apostando no discurso de programas sociais.

A chapa de Patrus está fechada?

Ainda não. O vice de Patrus não foi definido, e a ata da convenção segue aberta até a próxima semana para fechar a composição, com o PSB favorito para a segunda vaga ao Senado.

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